“Acho inadequado para o Supremo”

Deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) sobre medidas adotadas contra imprensa

Santos Cruz agrada mais que Onyx na articulação

No governo, a crítica ao desempenho do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) na articulação política é tão ampla que se ele dependesse de uma votação de deputados do PSL, por exemplo, teria dificuldades de permanecer no cargo. Ao contrário de Onyx, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, cresce no conceito dos parlamentares. Só esta semana, exagera um deles, “Santos Cruz fez mais pela articulação do governo que o Onyx nos últimos três meses”.

Rei da simpatia

É o próprio Santos Cruz, chamado de “rei da simpatia”, que tem recebido deputados e os acompanha para reuniões com Bolsonaro.

Cafezinho na espera

Na Casa Civil, deputados dizem ser recebidos por assessores que são apenas especialistas em servir cafezinho. Onyx está sempre ocupado.

Chá de cadeira

Deputado relatou a Alexandre Frota (PSL-SP) que, após esperar duas horas, ouviu de Onyx: “Você tem um minuto, o presidente me espera”.

Até na oposição

O deputado Julio Delgado (PSB-MG) já afirmou que se sentiria mais “confortável” com Santos Cruz (que conhece há nos) na articulação.

Repúdio de Celso foi ‘senha’ para revogar censura

A nota pública do ministro Celso de Mello, chamando de “autocrática” a censura imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi a “senha” para o ministro Alexandre de Moraes assinar a decisão de revogar a medida contra a revista Crusoé. A informação é de veterano ministro envolvido nesse desfecho. O STF foi informado ainda na quarta (17), quando a medida inicial foi publicada, que o documento citado na reportagem era autêntico e não fake news. Mas era tarde demais.

Suspeita

Após confirmar a autenticidade, o STF concluiu que o documento teria sido vazado da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba no dia 9.

Julgamento

Os ministros se convenceram de que o vazamento tinha a ver com o julgamento sobre 2ª instância, previsto para o dia 10 e depois adiado.

Sob coação

O documento citando o ministro Dias Toffoli, vazado, seria para “coagir” o STF a não alterar o entendimento sobre prisão em segunda instância.

Atravessadores em ação

A Petrobras diz que o preço do diesel que sai da estatal representa, em média, 54% do preço nos postos. Parte mínima dessa diferença fica no posto. A parte do leal vai para os distribuidores/atravessadores.

Vexame

Só mesmo num país desmoralizado um político condenado por roubar os cofres públicos é autorizado a dar entrevistas de sua sala (e não cela, onde deveria estar, como toda população carcerária).

Expectativa derrotada

Figuras do chamado “mercado”, por ingenuidade ou esperteza, estão sempre assustadas com aparentes “derrotas do governo”, na PEC da Previdência. Na verdade, só a expectativa deles foi derrotada.

Por que a reforma é urgente

Em 2016, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou déficit primário de R$ 154,2 bilhões, dos quais R$ 149,7 bilhões (97%) eram somente da Previdência Social.

Fofoca imparável

A mudança de ministro não alterou o clima de fofoca no MEC. Quem está lá, alguns desde os governos do PT, reclama de “perseguição” ou de ter sido substituído por algum protegido de Olavo de Carvalho.

Velha alegação

Alguns jornalistas que reclamam de “falha da comunicação” da reforma são os que erram feio em suas análises e apostas. Em vez de pedir desculpas, culpam a falta de quem lhes mostre o caminho das pedras.

Toma que o filho é teu

Assim como botou na conta de Temer 14 milhões de desempregados da era Dilma, deputados do PT e do Psol já atribuem a Bolsonaro, na maior cara-de-pau, os atuais 12 milhões de desempregados.

Cesta do lixo

Analistas preveem na comissão especial da reforma da Previdência a rejeição das mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avisou.

Pensando bem...

....a Páscoa representa a ressureição. Em Brasília, só não se sabe de quem.

PODER SEM PUDOR

Existe jantar grátis

Imagem ilustrativa da imagem <b>Santos Cruz agrada mais que Onyx na articulação</b>
| Foto: Charge

O falecido deputado Maurício Fruet (PR) era mesmo um gozador. Nomeado prefeito de Curitiba em 1983, ele cedeu a vaga na Câmara ao suplente Dílson Vanchin, marinheiro de primeira viagem. Fruet aplicou-lhe uma “peça”, dizendo que era praxe vender tudo o que havia no gabinete. Vanchin nem desconfiou dos valores irrisórios que pagou. Contou a amigos: “Dizem que o Fruet é esperto. Que nada! Fiz o melhor negócio da vida!” Convidado para um jantar com a bancada, na despedida de Fruet, Vanchin soube então que o dinheiro era para pagar a conta do restaurante.

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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