“Respeito com o dinheiro do povo brasileiro”

Ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) defende uma ‘marca’ para o governo federal

PT pode até virar ‘coadjuvante’ do Psol e PCdoB

O declínio eleitoral do Partido dos Trabalhadores chama atenção para o presidente do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo. Em 2016, o partido de Lula perdeu 60% das prefeituras que conquistou em 2012 e a expectativa para 2020 é ainda pior. “O PT tem tudo para virar coadjuvante do Psol e PCdoB, nos grandes centros urbanos”, prevê Hidalgo. O exemplo mais óbvio é a candidatura de Guilherme Boulos a prefeito de São Paulo, com apoio do PT, que não terá candidato próprio.

Nem Haddad

O único nome possível do PT em São Paulo é do ex-prefeito Fernando Haddad. Ainda assim ele aparece em 2º ou 3º colocado nas pesquisas.

A regra é compor

Murilo Hidalgo cita outro exemplo: o atual prefeito de Belém do Pará, Edmilson Rodrigues (Psol), que já ganhou apoio do PT no início do ano.

Nem com ajuda

Em Salvador, até o candidato do PCdoB aparece à frente do candidato do PT, que é o partido do governador da Bahia, Rui Costa.

Tendência: nanico

O PT já não governa nenhuma das 100 maiores cidades do Brasil, incluindo as 26 capitais estaduais e o DF.

Bolsa Família deve pagar R$250 somente em 2022

O relator do orçamento, senador Márcio Bittar (PSL-AC) em princípio tentou se esquivar, mas acabou admitindo que a tendência é fixar para 2021 o valor de R$200 mensais para o programa Bolsa Família ou seu sucedâneo. “Depois, quem sabe, seja possível chegar aos R$250 em 2022”, disse ele. O problema, lembra o senador, é que o programa vai ganhar mais 8 milhões de pessoas “descobertas” na crise da pandemia.

Dobrando o custo

Pagando R$200 mensais em 2021, o governo quase vai dobrar o custo atual do Bolsa Família, que passará a R$40 bilhões anuais.

Cobertor curto

Para pagar R$300 mensais, como quer Bolsonaro, o programa custaria R$60 bilhões por ano. E o governo não tem todo esse dinheiro.

Socorro necessário

O valor do Bolsa Família seria maior não fosse a necessidade de incluir no programa 8 milhões de “invisíveis” que apareceram durante a crise.

Melhor calar

Rodrigo Maia disse que a visita de Mike Pompeo (EUA) “afronta nossas tradições”. Como se fosse inaceitável a visita do Secretário de Estado de uma nação amiga. Afronta as tradições a sua pretendida reeleição para presidente da Câmara na mesma Legislatura, vedada pela Constituição.

Marca histórica

“É a maior operação de transferência de recursos para um programa social da nossa História”, avalia o ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania), sobre os R$ 200 bilhões pagos ao povão a título de auxílio emergencial.

Polícia Federal neles

O ministro do GSI, general Heleno, acusou a ONG Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) de produzir site de fake news contra o Brasil, imputar crimes ambientais a Bolsonaro, além de apoiar campanhas internacionais de boicote a produtos brasileiros. Caso de polícia.

Evolução forçada

Ajustes para adaptação de empresas à nova realidade imposta pela pandemia trouxeram soluções inovadoras. Estudo da Firjan mostra que o setor deve conseguir reduzir os custos com energia em até 41%.

Crédito antivírus

Até a última semana, mais de R$2 bilhões em linhas de crédito contra a Covid-19 foram contratados por pequenos comerciantes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional.

Privatização é incógnita

Para o advogado especialista em recuperação judicial Claudio Serpe, a privatização dos Correios é uma grande incógnita, pois “demandará um estudo amplo e com muito debate antes de ser colocada em prática”.

Tema da semana

Segundo o painel Bússola Covid-19, o deputado Osmar Terra (MDB-RS) foi o político que mais abordou o coronavírus nas redes sociais, semana passada. Mais que o dobro de Benedita da Silva (PT-RJ), em segundo.

Primeira leva

Projeto de Lei Orçamentária Anual, enviado ao Congresso pelo governo federal, prevê a contratação de mais de 53 mil pessoas por concurso público em 2021. Podem ser os primeiros após a reforma administrativa.

Pensando bem...

...é bem possível que, este ano, até eleição acabe em pizza.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem PT pode até virar ‘coadjuvante’ do Psol e PCdoB
| Foto: Divulgação

Povos que não pensam

Ao visitar Portugal, Juscelino Kubitschek foi recebido pelo ditador Oliveira Salazar com festas e homenagens. Mas houve um momento em que conversaram a sós. Salazar fazia longa consideração sobre escritores, mas JK estava distante: não via a hora de entregar-se – digamos – a um programinha pessoal. Salazar não parava de falar: “Nossos povos têm poetas e romancistas. Não têm, porém, filósofos...” Juscelino esperava a conclusão do raciocínio, e o ditador arrematou: “...nossos povos, Excelência, não pensam.”

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