Provocação da Petrobras liga o alerta no Planalto


“Trump em 2016, Bolsonaro em 2018, agora em Portugal”

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Provocação da Petrobras liga o alerta no Planalto

A clara provocação da Petrobras aos caminhoneiros, com o aumentaço de 8,89% no preço do diesel a partir desta quarta (29), segundo ministros com gabinete no Planalto, pode indicar que, aparelhados politicamente, setores da estatal tentam incendiar o País contra o governo. O aumento revolta os caminhoneiros, importante base de apoio de Jair Bolsonaro. A outra conclusão é que a subordinação cega ao “mercado” leva a Petrobras a ignorar sua função social de estatal, fixada na Constituição.


Alô, PF, alô, MPF

Os sinais de subordinação cega ao mercado deveriam ser investigados, até porque 40% dos acionistas da Petrobras são estrangeiros.


A quem ele serve?

Ao afirmar que avaliava “com carinho” mais aumentos dos combustíveis, o diretor da Petrobras deveria indicar os destinatários dos seus “afetos”.


Quem governa

O diretor Claudio Marcellas mostrou que é ele quem governa, tipo “aqui ninguém tasca”. Tanto assim que cumpriu a ameaça de mais aumentos.


Quem não governa

Caminhoneiros se dizem na internet desapontados com o novo discurso de Bolsonaro, jogando a toalha sobre a política de lucros da Petrobras.


Ameaça à adição de álcool só prejudica o Nordeste

Fiel ao estilo de reproduzir o que ouve sem checar, Jair Bolsonaro disse que a adição de álcool anidro torna a gasolina “mais cara”. Até ameaçou passar de 27% para 18%, para “reduzir” o custo da gasolina. Isso é falso. Na verdade, se a adição cair de 27% para 18%, a redução no custo e no preço final do combustível para o consumidor seria irrisória, de R$ 0,02 por litro. A ameaça confirma suspeitas de perseguição aos produtores do Nordeste, que conquistaram o direito de venda direta aos postos.


Crime se lesa-pátria

Outro ataque ao Nordeste é o lobby das distribuidoras para importar etanol sem imposto para inundar a região com o produto em plena safra. 


Seria uma catástrofe

A importação de etanol a imposto zero se destina apenas a prejudicar os produtores do Nordeste, que geram mais de 400 mil empregos.


Tem etanol de sobra

A importação criminosa de etanol sem impostos não faz sentido porque não há risco de desabastecimento do produto.


Tempestade perfeita

Caminhoneiros já sabem que Bolsonaro jogou a toalha e nada fará contra a política de preços da Petrobras. Como diria Silva e Luna, presidente da estatal, é a “tempestade perfeita” para incendiar o País.


Fome é detalhe

A lógica perversa de ativistas do “mercado” é atacar iniciativas em favor de pobres, melhorando o valor do Bolsa Família ou prorrogando o auxílio emergencial. Temem que a medida favoreça Bolsonaro eleitoralmente.


Jogo do ganha-ganha

Eduardo Leite disse que prefere o Executivo ao Legislativo. Disputar as prévias para ser candidato do PSDB ao Planalto é conveniente porque ele é contra reeleição e os gaúchos nunca reelegeram seu governador.


O que é bom se esconde

A grande notícia de ontem na CPI foi solenemente ignorada. O senador Luiz Carlos Heinze citou estudo da Universidade de Viçosa revelando que mais de 2,5 mil municípios brasileiros já não têm mortes por covid.


Politicamente incorretos

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou (mais um) projeto alterando a distribuição dos bilhões do DPVAT. A ideia era fazer o seguro obrigatório bancar a reabilitação de vítimas e custear a construção de creches. Mas o lobby das seguradoras sempre se impõe.


Transparência e compliance

A Abrig (relações institucionais e governamentais) promove hoje (29) seminário gratuito na internet para discutir “Democracia, Accountability, Transparência e Compliance”. Participam a professora Maria Brandão, a vice do BB Paula Teixeira e a executiva da BMW Rossane Greco.


Pensando bem...

... se continuar assim, em breve, a Petrobras vai lucrar mais que as fabricantes de vacina.


PODER SEM PUDOR

Talentos revelados

 

Provocação da Petrobras liga o alerta no Planalto
Enio
 

Eleito presidente, Tancredo Neves foi procurado pelo deputado Ulysses Guimarães, que pretendia “queimar” a escolha para o Ministério da Justiça do deputado pernambucano Fernando Lyra, que faria História no cargo. Ulysses o chamou de “jurista de Caruaru” e Tancredo reagiu ao seu estilo: “Ulysses, não foi você quem indicou o Pedro Simon para a Agricultura?” Ele reconheceu: “Fui eu.” Tancredo arrematou, referindo-se com graça à ascendência árabe de Simon: “Pois é. A única fazenda que ele conhece é tecido ‘do loja’...”, 

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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