“Podemos classificar como um retrocesso”

Sen. Luiz do Carmo (GO) sobre retirada do Coaf do Ministério da Justiça para a Economia

Aos trancos e barrancos, o governo se organiza

O governo Bolsonaro tem sofrido para fazer limonada das reuniões de comissões na Câmara. Apesar de vencer votações, perdia na “guerra da comunicação” das reuniões transmitidas pela TV. Desde a reunião na CCJ, desastrosa, a bancada governista aprendeu a lição e mudou: passou a ocupar assentos mais estratégicos no plenário, além de designar lideranças informais e coordenar falas através de mensagens.

Líderes informais

Líderes informais do governo como Alexandre Frota (PSL-SP) ocupam espaços vazios e ainda atuam como “animadores de torcida”.

Blitz na madrugada

Seguindo a trilha da oposição tchutchuca, deputados do PSL passaram a garantir lugares melhores, nos debates, chegando às 4h da matina.

Estrela poupada

Na reunião da CCJ, Guedes foi provocado e até xingado. E respondeu. Agora são deputados governistas que respondem a provocações.

Grupos online

A bancada do PSL na Câmara e os especialistas em Previdência do governo têm agora grupos no Whatsapp para alinhar o discurso.

Bairros afundam em Maceió

Sem temer pressões, o Serviço Geológico do Brasil, do Ministério de Minas e Energia, apontou objetivamente a Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht, como causadora do afundamento de 40 centímetros de três bairros de Maceió, gerando rachaduras apavorantes e provocando o desabrigo de 30 mil pessoas. Isso ocorre após décadas de extração irresponsável de sal-gema sobre uma falha geológica reativada pelas perfurações, após milhões de anos adormecida.

População desprotegida

O MP e a Defensoria não querem contar cadáveres, mas o presidente do TJ-AL, Tutmés Airan, prefere uma solução “boa para os dois lados”.

Omissão covarde

Autoridades se omitem, não apoiam a luta por indenização justa para as vítimas. A Braskem preferiu paralisar atividades nesta quinta (9).

Prefeito isolado

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, segue isolado entre os chefes do Executivo das três esferas de governo, na batalha contra a Braskem.

Debate de uma nota só

A “frente em defesa da Previdência”, na verdade frente de defesa de privilégios de castas do setor público, promove “debate”, terça (14), onde será proibida a entrada de quem defende o fim dessas regalias.

Quase lá

O governo estima reduzir a despesa previdenciária do Regime Geral em R$715 bilhões nos 10 anos seguintes à reforma. Apesar do ganho fiscal crescente, o IFI prevê redução pouco menor: R$ 670,9 bilhões.

Tem médicos também

Na clínica onde se trata contra ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) o general Eduardo Villas Bôas, à base de física quântica, também atuam médicos, inclusive neurologistas, diz o engenheiro Cláudio Salgado.

Parques protegidos

Em Brasília, o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, vai espalhar câmeras de segurança nos 18 parques da cidade. Ajudará a protegê-los. Por meio de aplicativo, os pais poderão monitorar os filhos.

Simples assim

O deputado Paulo Ganime (Novo-RJ) foi direto sobre a necessidade de reformar a Previdência e proteger quem mais precisa dela: “o sistema atual transfere renda dos mais pobres para os mais ricos”, cravou.

Melhoria nítida

Para quem era contra a privatização de aeroportos, o ranking de aeroportos Air Help Score, com 132 terminais, foi um duro golpe. O Brasil tem (agora) 12 dos 50 aeroportos mais bem avaliados do mundo

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Ponto celebrado

Polícias adoraram um aspecto do decreto presidencial sobre uso de armas: o fim do monopólio dos fabricantes brasileiros, inclusive aqueles que copiaram mal seus produtos, provocando disparos acidentais.

Sentimentos duplos

O INEP divulgou dados ao mesmo tempo preocupantes e animadores sobre rendimento escolar. O índice de aprovação no Ensino Médio tem crescido desde 2014, mas é de só 83,4%. O abandono é de 6,1%.

Pensando bem...

...a cela especial do ex-presidente Temer não é nenhuma ‘brastemp’ como a de Lula.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem “Podemos classificar como um retrocesso”
| Foto: Divulgação

Política e verborragia

Lula não foi o primeiro político a utilizar palavras cujo significado ignora. Em 1996, na campanha para a prefeitura de Curitiba, o radialista Carlos Simões cometia frases do gênero “Os problemas de Curitiba precisam ser tratados de forma equidistante” ou “A cidade cresce para o sul, o norte, para o leste e para o oeste, de forma colateral”. As pesquisas indicavam o favoritismo de Cassio Taniguchi, mas ele tinha uma explicação para o fracasso anunciado:

- A eleição ainda não foi bem encalacrada pelo povo...

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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