ONGs levam milhões para fazer o que já é feito
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de setembro de 2019
Claudio Humberto 
“O presidente sempre foi contra esse imposto”
Ministro Paulo Guedes (Economia) e a opinião de Jair Bolsonaro sobre a CPMF
ONGs levam milhões para fazer o que já é feito
As ONGs Imazon e TNT Brasil receberam R$25,7 milhões para fazer trabalhos como “monitorar o desmatamento por meio de imagens de satélite”. Ideia boa, não fosse o fato de que nenhuma delas possui um satélite e o Brasil tem ao menos três sistemas que fazem isso. O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) tem dois sistemas (DETER e Prodes) e a Defesa usa o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam)
Tempo real e precisão
No caso do INPE, o DETER faz análise da situação em tempo real e o Prodes engloba dados mais precisos que são consolidados anualmente
Multiuso
O Sipam é utilizado em operações de busca e salvamento, cartografia e análises climáticas, além de monitorar o desmatamento na Amazônia.
E o satélite?
Auditoria do Ministério do Meio Ambiente mostra que 85% dos recursos recebidos pelo Imazon foi para pagamento de salários, luz, telefone etc.
Dinheiro de sobra
No caso da TNT Brasil, a auditoria encontrou R$2,1 milhões pagos sem qualquer comprovação dos gastos como notas fiscais ou recibos.
Governadores escondem verba federal em obras
O governo Bolsonaro libera recursos para obras e programas no Nordeste, mas até parece que os governadores da região combinaram esconder a origem do dinheiro que banca escolas, unidades de saúde e até obras viárias, como a duplicação da rodovia AL-101 Norte, em Alagoas. Ali, as placas oficiais escondem, ignorando a lei, a origem dos R$ 85 milhões do Ministério do Turismo, que financiam o trecho.
Dinheiro deve brotar
No Estado governado por Renan Filho, as placas exaltam “mais uma obra do Governo de Alagoas”, sem citar o dinheiro federal.
O que é ruim se esconde
A assessoria do governo alagoano diz que só há obrigação de citar a verba federal em uma placa. Mas na placa indicada não há referência.
Dinheiro garantido
Os R$85 milhões foram liberados pelo então ministro do Turismo Marx Beltrão. Era 2018, governo Temer, também odiado pelo clã Calheiros.
Fantasias brasilienses
Deputados do PSL dizem que a inquietante pistola na cintura de Eduardo Bolsonaro, na visita ao pai no hospital, seria “recado” àqueles que alimentariam fantasias golpistas dentro do próprio governo.
Prontidão em Brasília
No PSL também acreditam que Carlos Bolsonaro, o “Zero-Um”, pediu licença do mandato de vereador pela mesma razão: ficar de “prontidão” em Brasília para impedir que estranhos sentem na cadeira presidencial.
Irrelevância
Candidato derrotado do PT, Fernando Haddad agora é “jornalista”. Há meses apresenta programa na internet, sem repercussão. Só entrevista quem pensa como ele. Tem só 5 mil visualizações em média, apenas.
Parece que foi ontem
Inicialmente previsto em US$ 9 bilhões, o trem-bala que ligaria o Rio a São Paulo estava orçado em US$ 18,8 bilhões, segundo o BNDES, que financiaria 70% da obra. Tudo isso estava “100% definido” em 2009.
Craque de volta
Após dez anos em Londres representando o País no International Accounting Standards Board (Iasb), que define normas contábeis de mais de cem países, Amaro Gomes, ex-Banco Central, está de volta.
Candidatos Novos
O partido Novo anunciou que abriu o primeiro edital do seu processo seletivo para aqueles que querem ser candidato a vereador na eleição 2020. O partido vai lançar candidatos em 17 capitais estaduais.
Justiça eleitoral fake
O Tribunal Superior Eleitoral alertou, esta semana, para “mensagens inverídicas enviadas em nome da Justiça Eleitoral que tentam ludibriar eleitores para fornecerem dados sigilosos”. O TSE não pede dados.
Brasil Novo, 35
Completa 35 anos neste sábado o primeiro comício da candidatura de Tancredo Neves a presidente, em 1984. Mesmo sabendo que o voto não seria direto, cerca de 300 mil foram ao comício, em Goiânia.
Pensando bem...
...mesmo sem as suas “coletivas na grade”, na saída do Alvorada ou na chegada ao Planalto, Bolsonaro continua inspirando o noticiário.
PODER SEM PUDOR
Só por telefone

Benedito Valadares estava no final do último mandato de senador, nos anos 1970, e evitava jornalistas. Certo dia, acabou encurralado em um corredor do Senado. Atônito, pegou o telefone mais próximo e fingiu que falava com alguém. Conversa demorada. Os jornalistas se impacientaram e ele reagiu: “Não têm respeito? Não veem que estou falando com o Carvalho Pinto?” Um jornalista o desmascarou: “Mas o Carvalho Pinto está ali do lado!” Valadares deu uma olhada, viu o colega, mas insistiu na desculpa: “É que eu só falo com ele por telefone…”
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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