“Economia é igual a um transatlântico”

Presidente Jair Bolsonaro ao explicar a lenta retomada do crescimento

ONGs gastam com elas milhões para Amazônia

Auditoria em 18 contratos com ONGs, no valor de R$252,2 milhões, revela que grande parte desses recursos do Fundo Amazônia acabou no bolso de pessoas ligadas aos projetos. Um caso é exemplar: dos R$14,2 milhões entregues à ONG Imazon, R$12,4 milhões (87% do total) foram pagos a seus próprios integrantes. “Consultorias” etc. levaram R$3,7 milhões (26,5%). O caso está entregue ao Tribunal de Contas da União (TCU), que já definiu relator: o ministro Vital do Rêgo.

Apoio caro, hein?

O objeto do projeto de R$14,2 milhões da Imazon sugere enrolação: “Apoiar a adequação ambiental de imóveis rurais na Amazônia Legal”.

Auditoria acusa

A ONG Imazon faturou R$36,6 milhões em três contratos com o Fundo Amazônia. E o BNDES liberou dinheiro sem prestação de contas.

Contribuição milionária

A Imazon recebeu R$9,7 milhões para “contribuir” na “mobilização de atores locais”, blábláblá, torrando 85% do total em custeio e pessoal.

Boca de siri

Solicitada a explicar gastos tão significativos com seu próprio pessoal, a Imazon não respondeu ao pedido até o fechamento desta edição.

‘Deslealdade’ fez Bolsonaro atacar Doria na ‘live’

Jair Bolsonaro resolveu atacar no tucano João Doria, lembrando que as “tetas” do BNDES financiaram seu jatinho com juros subsidiados, irritado com a atitude do governador de São Paulo na Alemanha, que considerou “desleal”, de criticar sua “política de confronto”. A referência ao jatinho, durante a “live” de quinta (29) para o Facebook, teve toques de achincalhe. Doria foi a Berlim faturar investimentos da Volkswagen no Brasil, na verdade já definidos pela empresa, como sua conquista.

Indignação

Na Alemanha, o governador criticou Bolsonaro em razão da crise das queimadas. Informado disso, o presidente ficou indignado.

Fim do ‘Bolsodória’

Candidato em 2022, Doria tenta construir imagem de político “moderno, educado e eficiente” em contraposição a Bolsonaro, “o tosco”.

Reação fria

O governador reagiu friamente aos ataques de Bolsonaro e, fiel a sua estratégia, disse que não entraria “nessa polêmica”.

Cadê a corregedoria?

É indigno da civilização a prisão domiciliar ao assassino João Hélio apenas 10 anos e meio após matar e estraçalhar o corpo do garoto de 5 anos, arrastado por 7km pelo carro que o bandido tomou da sua mãe. É uma vergonha, deboche inaceitável. Cadê a corregedoria do CNJ?

Coerência punida

Fiel à opção de puxadinho do PT, o PSB expulsou do partido o deputado Átila Lira (PI) que, coerente, apoiou a reforma da Previdência este ano tanto quanto a reforma trabalhista de Michel Temer.

Prioridades do pacote

Relator do pacote anticrime de Sérgio Moro, Capitão Augusto (PL-SP) prometeu que tentará ao máximo um acordo para priorizar o combate às facções criminosas, crimes hediondos e o combate à corrupção”.

Crescimento com força

Em São Paulo, há quem desminta os modestos números oficiais da retomada da economia: no primeiro semestre, cresceram 17% as vendas de imóveis e 18% as vendas em shoppings como JK Iguatemi.

Assunto que bomba

O post de político mais comentado no Facebook nos últimos dias teve 41 mil interações. Alberto Neto (Rep-AM) publicou vídeo de um policial de folga que atirou em assaltante de um supermercado. Um suposto casal de repórteres estava lá, não gostou e confrontou o PM.

Oficina de reparos

Estão errados ministros que atribuem a João Pedro Stédile a ameaça de “tocar fogo no País”, como esta coluna noticiou. Outro líder do MST, Alexandre Conceição, é quem fez ameaça parecida: em abril de 2018, referindo-se à Globo, prometeu “tocar fogo neste jornal” e na emissora.

Favela dá voto

Já se foi o tempo onde políticos prometiam acabar com as favelas. Na segunda-feira (2), será lançada no Congresso a “Frente Parlamentar Popular em Defesa das Favelas”, liderada por Igor Kannário (PHS-BA).

Trabalho na Câmara

Entre as 58 propostas aprovadas pelo plenário Câmara dos Deputados este ano, apenas 22 foram editadas em 2019. O restante são projetos de outras legislaturas; um dos projetos estava tramitando desde 2001.

Pensando bem...

...quando virar gente grande, o PSB vai descobrir que expulsar deputado do partido é fácil, difícil é eleger.

PODER SEM PUDOR

Férias merecidas

Imagem ilustrativa da imagem ONGs gastam com elas milhões para Amazônia
| Foto: Charge

Culto e de raciocínio muito rápido, o ex-ministro e prefeito de Curitiba Rafael Greca era deputado no Paraná quando passou parte das férias no Himalaia, região pela qual tinha curiosidade. De volta, um adversário – que era baixinho – provocou: “V. Exa. gozou férias na África. Eu prefiro as belezas da minha terra...” Greca explicou que a mais alta cordilheira do mundo fica na Ásia e fulminou: “As pessoas têm o direito de escolher o local das férias, e geralmente o fazem de acordo com sua altura. Eu fui ao Himalaia. Vossa Excelência deve ter escolhido a baixada litorânea.”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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