“Cada um dos líderes e deputados tem responsabilidade maior”

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o esforço para aprovar a reforma da Previdência

Número de armas sobe 10% e mortes caem 23%

Desde a edição do decreto que regulamenta a posse de arma de fogo e faz cumprir o resultado do plebiscito realizado em 2005, a quantidade de licenças de armas subiu 10%, segundo a Polícia Federal. Já mortes violentas caíram 23% este ano, entre janeiro e abril, em comparação aos quatro primeiros meses de 2018, de acordo com dados do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e Monitor da Violência.

Queda vertiginosa

Segundo o FBSP/NEV/USP, foram 14.374 mortes violentas entre janeiro e abril, contra 18.688 registradas no mesmo período de 2018.

Generalizada

Os dados confirmam: a redução nas mortes foi observada em todos os estados. Tocantins teve a menor queda (2%) e Ceará, a maior (53%).

Relação causal

Especialistas acham cedo para estabelecer relação causal do aumento do número de armas e a queda na violência. Mas não a descartam.

Especialista

Segundo o especialista Aloisio Lira, treinamentos das PMs e reforços em presídios são as principais causas na queda de mortes em 2019.

Previdência: calendário para votação é folgado

O governo tem prazo folgado para concluir a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, antes do recesso parlamentar marcado para 17 de julho. Após a apresentação do relatório de Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial, poderá ser concedido pedido de vista de, no máximo, duas sessões. Extraordinariamente na sexta (14), o governo conseguiu quórum, e contabilizou a primeira sessão. A próxima sessão está prevista para esta segunda-feira (17).

Votação tranquila

Estima-se que a votação do relatório comece já nesta terça (18), sem contar os destaques. São previstas duas sessões para a conclusão.

Prazo regimental

Em seguida, será publicado o parecer da comissão e a matéria deve cumprir interstício de duas sessões antes ir para a pauta do plenário.

Para conclusão

A reforma é votada em dois turnos. Entre um turno e outro, há intervalo regimental de cinco sessões antes da publicação final do texto.

Balcão de negócios

Como nada conseguiram com Bolsonaro na base do “toma lá, dá cá”, os partidos do “centrão” retiraram Estados e Municípios da reforma da Previdência para forçar governadores e prefeitos a “convencê-los” a apoiar o projeto, no mais desavergonhado balcão de negócios.

Que vergonha

O Senado vem adiando a decisão de garantir acesso às notas fiscais de despesas dos senadores com a rica verba indenizatória. A Câmara já disponibiliza as notas para consulta pública há anos.

Mandou bem

Paulo Guedes (Economia) mandou às favas a hipocrisia e criticou o substitutivo de Samuel Moreira, por ceder ao lobby dos servidores-marajás da Câmara, que vai custar ao País mais de R$ 30 bilhões.

Dólares de sobra

Reservas internacionais subiram 3,05% em 2019 e estão no maior nível da História. O “colchão” para evitar efeitos de crises externas subiu de US$ 374,42 bilhões em dezembro para US$ 386,16 bilhões em maio.

Deu certo

A aprovação de crédito extra de R$ 248,9 bilhões pelo placar de 450x0 sepultou a expectativa de fracasso da política de Jair Bolsonaro de não negociar com o Congresso na base do “toma lá, dá cá”.

Aposta econômica

O ministro Paulo Guedes recebeu pesquisa do Instituto Jogo Legal sobre a legalização dos jogos de azar. O governo pode arrecadar R$ 20 bilhões, por ano, com a abertura de bingos e cassinos.

Pelos céus

As solicitações de operação com drones enviadas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo subiram de 13 mil para 80 mil entre 2017 e 2018. Grande parte, de uso em entregas ou logística de empresas.

Votação tranquila

O deputado Celso Maldaner (MDB-SC) pediu a palavra no plenário na Câmara para celebrar o requeijão brasileiro. Lembrou que produtores de queijos do país participaram do 4° Mondial du Fromage de Tours.

Pergunta na polícia

O que levou o sujeito com tornozeleira eletrônica, como a TV mostrou, unir-se aos protestos contra a reforma da Previdência?

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem Número de armas sobe 10% e mortes caem 23%
| Foto: Charge

Traição de votante

O embaixador José Aparecido de Oliveira, testemunha de tantas lutas políticas – dos presidentes Jânio Quadros, de quem foi secretário particular, a Itamar Franco, em quem mandava – nunca teve a menor dúvida: “Na cabine indevassável, o homem trai!” O falecido presidente Tancredo Neves, por exemplo, detestava votações secretas no Congresso. Por quê? “Dá uma vontade de trair...”, dizia ele, com jeito moleque.

___

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

mockup