Morte ‘custa’ pouco e Unimed recusa tratamento

O plano de saúde Unimed foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil, por danos morais, após recusar tratamento a uma cliente de Minas Gerais com câncer raro diagnosticado nas células musculares. A vítima do leiomiossarcoma metastático morreu em decorrência da doença e sua família processou a Unimed. Até o plano de saúde avaliou como risível a indenização de R$ 10 mil, por isso decidiu não recorrer da sentença. Saiu mais barato indenizar a família da vítima que pagar pelo seu tratamento.

Jurisprudência

A 14ª Câmara Cível do TJMG mostra que a vida humana pouco vale, e seguiu o padrão em casos de recusa de tratamento por planos de saúde.

É a norma

Como planos de saúde, bancos são beneficiados pela Justiça: R$ 5 mil é a indenização padrão por inscrever indevidamente clientes no Serasa.

Sem resposta

Questionada pela coluna, a Unimed de Minas Gerais não explicou até o fechamento da edição a estratégia cruel e desumana contra a clientela.

Eles são os inventores

Políticos são chamados de mentirosos. Já em campanha, mentem contra adversários ou para conquistar votos. Um grupo desses profissionais da mentira quer definir o que é real e o que é “fake” nas redes sociais.

Boa coisa não é

Juristas como Fábio Medina Osório, ex-ministro da Advocacia Geral da União, desconfiam de projetos contra fake news, até porque a legislação é abundante na punição de crimes inclusive nas redes sociais.

Quem não é?

O assunto mais comentado no 3º e 4º andares do Planalto, na sexta (5), não foi Covid-19, manifestação ou OMS, mas a demissão de Miguel Falabella da Globo. São numerosos os fãs do ator no centro do poder.

Cidadãos vigilantes

Em menos de uma semana, o “Corruptovírus” recebeu 40 denúncias de mau uso de recursos na pandemia. Segundo o Instituto Não Aceito Corrupção, as denúncias serão enviadas ao Ministério Público.

O que é ruim, esconde

A pelegada da CUT ligada ao “ramo financeiro” alega que o presidente Bolsonaro “ameaça bancos públicos”. Mas se calou quando os governos do PT aparelharam e roubaram fundos de pensão... e bancos públicos.

Bye, bye, Brasil

O grupo Delta Faucet, gigante dos metais e dona das marcas Delta e Brizo, anunciou dias atrás o encerramento das atividades no Brasil, após sete anos, para seguir “estratégia global” de economia.

Passos lentos

Pesquisa em 103 shoppings pelo país comprova que a reabertura ainda engatinha no âmbito financeiro. Segundo a Alshop, a circulação de pessoas caiu cerca de 60% e o faturamento despencou em até 70%.

‘S’ testa

O Sest/Senat vai realizar em todo o país testes rápidos de Covid-19 em 30 mil trabalhadores do transporte, entre 8 e 12 de junho. Serão caminhoneiros autônomos, motoristas profissionais, cobradores etc.

Pensando bem...

...sem Bolsonaro, nem Trump, à OMS só vão restar a China e a cloroquina.

PODER SEM PUDOR

Chá e sono pós-golpe

Imagem ilustrativa da imagem Morte ‘custa’ pouco e Unimed recusa tratamento
| Foto: Charge

Dois dias depois do golpe militar de 1964, ainda vivendo incertezas, o presidente interino Ranieri Mazzili sumiu do Palácio da Alvorada. Saiu com um assessor de confiança. Soube-se depois que ele foi para um pequeno apartamento na Asa Norte de Brasília, onde morava Hamilton, seu barbeiro na Câmara dos Deputados. Foi entrando e perguntando: “Meu chazinho está pronto?” Tomou o chá e dormiu, sentindo-se em segurança.

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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