“É como comprar um videocassete”

Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, sobre o ‘retorno’ ao voto impresso

Legislação frouxa alivia predadores de crianças

Operações policiais como a Luz da Infância, realizada na sexta-feira (6), prenderam mais de 1.200 pedófilos desde 2017, mas a legislação frouxa não os mantém longe de crianças por muito tempo. Muitos acabam soltos logo depois do flagrante por serem “réus primários, com trabalho honesto e residência fixa”. A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) apresentou projeto que busca endurecer penas, mas já foi apensado a outras propostas em uma das muitas gavetas do Congresso.

Mais tempo preso

A ideia é aumentar em 50% a pena do predador que usa a posição de confiança para atuar, como professores, líderes religiosos, médicos etc.

Distorção

Pela lei, pedofilia não é crime hediondo e há progressão de regime. Já os traumas causados nas crianças são permanentes e levam até ao suicídio

Conscientização

O governo prepara uma campanha nacional alertando os pais para as táticas dos aliciadores online, especialmente durante essa pandemia.

Tática mais comum

Os predadores fingem ser crianças para ganhar a confiança das vítimas e conseguir fotos, vídeos ou encontros presenciais, quando atacam.

Em 2000, apuração nos EUA durou cinco semanas

Durou 35 dias a apuração dos votos do republicano George W. Bush e do democrata Al Gore, a mais recente eleição presidencial nos Estados Unidos que acabou apenas com uma decisão judicial. O imbróglio se deu logo após o dia da eleição, 7 de novembro, quando Bush foi anunciado vencedor na Florida por apenas 1,7 mil votos. A disputa durante a apuração foi até a Suprema Corte, que decidiu apenas em 12 de dezembro liquidar qualquer chance de recontagem. Gore jogou a toalha.

Argumento parecido

A campanha democrata exigia que todos os votos, incluindo aqueles mal assinalados, fossem contados. Os republicanos discordavam.

Jurisprudência

Os diferentes padrões de contagem em diferentes municípios da Florida fizeram a Suprema Corte decidir a favor de Bush.

Muito apertado

O estado da Florida foi decisivo na eleição de 2000, que acabou com 271 votos do colégio eleitoral para Bush e 266 para Al Gore.

Invasão foi grave

É pior do que parece o estrago provocado pela invasão do hacker, diz fonte do STJ. O back-up citado pelo presidente do STJ estaria na nuvem, mas o hacker tornou-a inacessível. O ministro Humberto Martins garante: o restabelecimento do sistema evolui e volta a funcionar na segunda (9).

Modesto, ele

O ocaso subiu à cabeça do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para ficar. Na sexta (6) ele disse o que ninguém jamais havia afirmado: “a reforma tributária (...) está muito carimbada como minha”. Hahahaha!

Besteirol tupiniquim

Nunca foram vistos tantos brasileiros “preocupados” com a democracia americana, “ameaçada” pela suspeita de fraude levantada por Trump. Como se o presidente americano fosse o inventor desse tipo de chororô.

Intolerância in natura

As críticas às lorotas de Trump sobre fraude ou de crença na própria vitória são de pessoas que só admitem ouvir do presidente a aceitação da derrota, antes mesmo da proclamação da vitória de Joe Biden.

Sem atenção

Não chama atenção do noticiário, mas o bioma brasileiro com mais espécies de animais em plantas em extinção é a Mata Atlântica, seguida pela Caatinga, onde 18,2% das espécies estão ameaçadas de extinção.

Melhor esconder

Marcel van Hattem (Novo-RS) percebeu a estratégia nada sutil da chapa PCdoB-PT na disputa pela prefeitura de Porto Alegre: Manuela D’Ávila foge da cor vermelha. Para van Hattem, o comunismo gaúcho “aparece maquiado com um falso verniz de democracia”.

Dólar caiu 2,74%

O dólar entrou no período da tarde desta sexta-feira (6) renovando mínimas (caiu até R$ 5,38), para fechar em “forte queda” de 2,74%, segundo expressão do mercado velho de guerra. Fechou em R$ 5,39.

Pode demorar

O apagão no Amapá fez o governo criar um “gabinete de crise”, fazendo retomar o temor em relação a uma velha constatação no serviço público: quando não se pretende resolver um problema, cria-se uma comissão.

Pensando bem...

...o último que disse não haver provas de nada foi condenado em primeira e segunda instâncias, e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

PODER SEM PUDOR

Devo, não nego

Imagem ilustrativa da imagem Legislação frouxa alivia predadores de crianças

Candidato ao Senado em 1998, depois de governar o Amazonas três vezes, Gilberto Mestrinho foi procurado por uma professora: “Entrei para o Estado por suas mãos, depois o senhor pagou a passagem para meu marido se operar em São Paulo, deu uma bolsa ao meu filho...” Mestrinho começou a desconfiar da rebordosa. A mulher continuou: “...agora estou precisando de mais um favor: estou sem dinheiro. O candidato cortou: “Não tenho”. Ela insistiu: “Dê um jeito, governador. Eu sei que lhe devo muito...” Ele se desculpou: “Eu ajudo sempre que posso. Você mesma me disse que me deve muito...” A mulher arrematou: “É verdade, e quero lhe dever muito mais!”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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