Gasolina subiu 21 vezes em 2019
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Claudio Humberto 
“Não recomendamos que se façam novas contratações”
Ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) espantado com a farra das ONGs
Petrobras aumentou gasolina 21 vezes em 2019
Alheia à crise do País, que deixa a economia devagar quase parando, somente em 2019 a Petrobras já decretou até agora 21 aumentos na gasolina, fora outros combustíveis, totalizando alta de 35,5% em um País de inflação anual de 5%. Não há negócio melhor: a Petrobras tem liberdade para fixar seus preços, fingindo que é uma empresa privada no céu, ou seja, sem concorrentes, e com a garantia do monopólio.
Lucro indecente
Dos 26 reajustes, este ano, apenas cinco foram para redução irrisória do preço. Mas seu lucro líquido explodiu no período: R$ 4 bilhões.
207 reajustes!
Implantada em julho de 2017, a política criminosa provocou 207 reajustes até maio de 2018, quando os caminhoneiros pararam o País.
Diesel nas alturas
No dia em que os caminhoneiros entraram em greve, há um ano, a Petrobras já havia aumentado o diesel em despudorados 69,78%.
Lucro com desemprego
Alheia à crise e ao esforço para gerar mais negócios e empregos, a Petrobras aumentou a gasolina em 56,12%, desde o ano passado.
Até deputados do PSL querem saída de Onyx
As críticas cada vez mais ácidas à articulação política, desgastando as relações do governo o Congresso, deixaram o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em posição delicada. A perda de apoio do ministro se reflete nas críticas até mesmo de parlamentares do PSL, partido do presidente, inconformados com sua ausência de Brasília, nos últimos dias, e com a desarticulação que leva o governo a colecionar derrotas.
Centrão na oposição
Onyx também está com a bola murcha diante do “centrão”, conjunto de partidos fisiológicos que o Planalto não consegue agradar.
Falta articulação
“Onyx atrapalha a reforma e a articulação”, critica o líder do Cidadania, Daniel Coelho (PE). Alexandre Frota (PSL-SP) se associa às críticas.
Frigideira no fogo
“O ministro está em estado de pré-fritura”, define importante assessor do Palácio do Planalto, que prevê sua substituição iminente.
Urticária na UNB
O ministro Abraham Weintraub (Educação) sugeriu à reitora da Universidade de Brasília vigilância privada por policiais militares. Traficante pode, ladrão também, mas PM no campus provoca urticária.
Trinta anos!
Nomeado pelo então presidente José Sarney, o mais antigo ministro do Supremo, o decano Celso de Mello, tomou posse no Supremo em 17 de agosto de 1989. Substituiu o ministro, já falecido, Luís Rafael Mayer.
Raposa no galinheiro
Chegou ao Planalto que um dos suportes dos governos Lula e Dilma, visitado recentemente pela Polícia Federal, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) trabalha para indicar o presidente do Banco do Nordeste.
Dinheiro na cueca
O deputado José Guimarães (PT-CE) foi responsável pela indicação dos últimos presidentes do Banco do Nordeste. O governo diz que os apadrinhados dele respondem por supostos desvios de R$1 bilhão.
Mandato rico
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que foi eleito em outubro passado, chama atenção pela quantidade de servidores comissionados: 75 contratados em seu gabinete.
Privilégios sobre a mesa
A pedido de João Campos (PRB-GO), o secretário Rogério Marinho (Previdência) recebeu entidades das forças de segurança, que, claro, também querem preservar privilégios na reforma da Previdência.
Só falta brevê
Maria do Rosário (PT-RS) tem número de horas de voo de fazer inveja a muitos pilotos: já gastou R$ 19.304,57 com passagens por nossa conta. Só R$3.284,72 foram em janeiro, mês de recesso.
Produtividade
O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) apresentou mais de 90 projetos de lei nos primeiros quatro meses desta Legislatura. A média é de uma iniciativa legislativa por dia.
Pensando bem...
...no Rio tem muita coisa caindo, só falta o prefeito.

PODER SEM PUDOR
Improviso só escrito
O governo Itamar Franco vivia uma crise com o Legislativo e Judiciário, por causa do reajuste salarial com base na URV, quando o presidente decidiu que seu ministro da Justiça, Maurício Corrêa, faria um pronunciamento em rede de rádio e tevê, usando um texto que já estava pronto. Corrêa ponderou que preferia falar de improviso. E ainda fez um gracejo: “Se eu falar alguma besteira, o senhor me demite...”. Itamar encerrou a conversa: “Você eu posso demitir, mas a sua besteira seria indemissível.”
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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