“Volto à atividade 100% depois dos Estados Unidos”

Presidente Jair Bolsonaro ao retornar a Brasília, após a cirurgia a que se submeteu

Fundo Eleitoral repõe bilhões que a Lava Jato tirou

A minirreforma eleitoral, que o Senado deve votar nesta terça (17), é a reação dos políticos para repor a montanha de dinheiro que a cada eleição tomavam de empresas fornecedoras do governo. A investida do Congresso diretamente no bolso do contribuinte, sem a intermediação de empreiteiras, começou no auge da Lava Jato, quando o acintoso Fundo Partidário saltou de R$308,2 milhões em 2014 para R$811,3 milhões em 2015, enfiados goela abaixo do País. Era só o começo.

Fundo Sem Vergonha

O Fundão Eleitoral de 2018 foi de R$ 1,7 bilhão, mas políticos tentam incluir no Orçamento previsão de até R$3,7 bilhões para a eleição 2020

Nunca ousaram tanto

Vítimas da corrupção, os brasileiros terão de pagar as multas e até os advogados de políticos pilhados em vigarices gerais.

Ressurge o caixa 2

Com o Fundo pagando até advogado de candidato, vão se multiplicar casos de superfaturamento de honorários para o “caixa 2” da clientela.

Vai ser uma festa

A minirreforma autoriza partidos a fazer negócios como comprar sedes, aviões, carros, o que quiserem, com o dinheiro público do Fundo.

CPI: ONGs chegaram a receber R$1 bilhão por ano

Senadores articulam uma nova CPI para investigar a paixão das organizações não-governamentais (ONGs) pelo dinheiro... do governo. Não é a primeira vez que essas entidades são alvo de investigação: em 2006, o Senado instalou a primeira CPI das ONGs proposta pelo então senador Heráclito Fortes. Acabou em pizza, mas ao menos descobriu que as ONGs tomavam do governo federal mais de R$1 bilhão por ano.

O seu, o nosso

A CPI das ONGs investigou repasses de 2001 a 2006. Só para ONGs batizadas de “associações” e “institutos” foram mais de R$5 bilhões.

Quase o triplo

O total apurado pela CPI do faturamento entidades privadas “sem fins lucrativos”, segundo o Siafi, foi de R$13,7 bilhões.

Caixa-preta e lacrada

A CPI foi enterrada pelo PT e aliados, que protegiam as ONGs. Eram tempos dos muitos roubos que a Lava Jato descobriria depois.

Caravelas queimadas

O senador Major Olímpio (SP) quer ficar no PSL após o veto à sua filiação pelo presidente do Podemos-SP, Mário Covas Neto. Mas pode ter “queimado as caravelas” ao afirmar que Flávio Bolsonaro, contrário à CPI da Lava Toga, e não a senadora Juíza Selma, deve sair do PSL.

Operário padrão

O ministro da Secretaria Geral, Luiz Eduardo Ramos, é o “operário padrão” do governo. Trabalha de sol a sol, monitorando o cumprimento de acordos e nomeações que viabilizaram a reforma da Previdência.

Fim da briga de foice

A posse de Rodrigo Dias encerrou a briga de foice pelo fabuloso orçamento do FNDE, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação: R$56 bilhões só este ano. O presidente da Câmara, agora muito cordial em relação a Jair Bolsonaro, apoiou a indicação do xará.

Renovou coisa alguma

Crítico da minirreforma, o senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR) acha que é um mito a tal “renovação do Congresso”. Diz que apenas dez dos 81 senadores são de fatos estreantes na política, inclusive ele.

Antipatia é quase ódio

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diz que o pacote anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça) deve ser votado ainda este ano, mas não explica o próprio desinteresse por um tema tão caro aos eleitores.

Homenagem em Brasília

O ministro Emmanoel Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi homenageado nesta segunda (6), em Brasília, por sua posse no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle do Judiciário.

Jogando para baixo

O relator da reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), apresenta relatório nesta quarta (18), na CCJ. Se aprovada a reforma, já valerá para o ano que vem. Mas o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), não está nem aí: defende sua votação só em 2020.

Tudo depende

Um dos ministros considerados na minirreforma é o da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Mas tudo depende do sucesso da reforma da Previdência. Caso saia do cargo, Onyx volta ao mandato na Câmara.

Pensando bem...

...nem Mourão achava que ia ser presidente por tanto tempo.

PODER SEM PUDOR

Latindo por votos

Imagem ilustrativa da imagem Fundo Eleitoral repõe bilhões que a Lava Jato tirou
| Foto: Charge

Na campanha de Tancredo Neves ao governo de Minas, em 1982, o deputado Ronan Tito espalmava a mão e perguntava que número era aquele. O povão respondia “Cachorro!”, numa alusão ao jogo do bicho. “Pois Tancredo será o cachorro que vai expulsar os ladrões do Palácio da Liberdade!”, exclamava Tito. A estratégia de gosto duvidoso preocupava os amigos de Tancredo, que provocaram uma reunião sobre o assunto. O vice Hélio Garcia não via motivo para apreensão: “Se é para ganhar a eleição, tem até que latir...”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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