FNDE pode mudar de presidente mais uma vez


“Essa campanha contra a Lava Jato está beirando o ridículo”

Ministro Sergio Moro (Justiça) sobre o caso das supostas mensagens vazadas


FNDE pode mudar de presidente mais uma vez

Com orçamento de R$54,5 bilhões, o ambicionado Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deve ganhar o seu segundo presidente no governo Bolsonaro: sai Carlos Decotelli e entra Rodrigo Dias, ex-presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Se isso for confirmado, a oposição dirá que é a retomada do “toma lá, dá cá”: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está por trás da articulação da mudança, que ocorre após a aprovação da reforma da Previdência.


Montanha de dinheiro

O FNDE é um órgão central no MEC. Os políticos o querem porque movimenta 80% de todo o dinheiro destinado à educação.


Bilhões na veia

Os R$54,5 bilhões tornam o FNDE maior que muitos ministérios. Banca negócios milionários como livros didáticos, merenda escolar, Fies etc.


Padrinho inicial

Rodrigo Dias é ligado ao ex-ministro Alexandre Baldy, secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo e amigo de Rodrigo Maia.


Ex-quase Anvisa

O ex-presidente Michel Temer chegou a indicar Rodrigo Dias, em 2018, para ser diretor da Anvisa. Mas não deu certo e ele desistiu.


PT é campeão de verbas do fundão partidário

O PT de Lula e Dilma é o partido político que mais recebeu verbas do Fundo Partidário, este ano: R$42,2 milhões segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSL do presidente Jair Bolsonaro ficou em segundo lugar com R$40,6 milhões em verbas públicas até junho. O total distribuído aos 21 partidos aptos a receber verbas, após a cláusula de barreiras, foi de R$365,3 milhões nos seis primeiros meses de 2019.


Troca de ‘líderes’

O PT lidera porque recebeu em janeiro a última parcela da legislatura anterior. Até o fim do ano, o PSL será o campeão de verbas partidárias.


Ex-campeão

O MDB, campeão de verbas em 2018, é apenas o quarto colocado, com R$ 26,6 milhões para bancar as atividades partidárias este ano.


Clube restrito

PSDB, PSD e PP fecham o grupo que mais fatura com a grana pública: R$ 28,2 milhões, R$ 24,5 milhões e R$ 23,8 milhões, respectivamente.


Ideologias no MP?

De acordo com a Fundação Perseu Abramo, a fundação política do PT, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) é um “braço” do Ministério Público Federal que “é identificada com a esquerda”.


Conjunto da obra

O embaixador Guilherme Patriota foi reprovado no Senado, em 2015, pelo “conjunto da obra” que incluía o irmão ex-chanceler, do PT. Além disso, a então presidente Dilma perdia tudo no Congresso, na ocasião.


Metamorfose

Telmário Motta (Pros-RR) visitou o ditador venezuelano Nicolás Maduro há três meses, e deve ter sido traumático. Ex-oposição a Bolsonaro, ele agora é figurinha carimbada na primeira fila de cerimônias no Planalto.


Resultados de Moro

O ministro Sergio Moro (Justiça) apresentou resultados, ontem, que a “patrulha” ignora. Nos três primeiros meses do ano houve queda no número de estupros (-5%), homicídios dolosos (-22%), latrocínios (-23%), roubos de veículos (-30%) e cargas (-38%) em relação a 2018.


Faz falta

Ex-senadora, hoje secretaria de Relações Internacionais do Rio Grande do Sul, Ana Amélia teve a presença muito festejada na cerimônia de posse do novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano.


Não se meteriam a bestas

A ideia de um amador na embaixada do Brasil em Washington (EUA) é péssima, mas com Eduardo Bolsonaro ao menos não ficariam impunes aqueles diplomatas, de modo algum profissionais, que se recusaram a trabalhar numa visita do então presidente Michel Temer a Nova York.


Necessário é evitar colapso

Especialista em direito do Trabalho, o advogado Luiz Quevedo diz que entre a “reforma definitiva e a reforma possível”, o saldo atual confirma urgência e necessidade de “evitar colapso, no curto prazo, do sistema”.


Búfalo Gil

Ex-ponta-direita da Seleção Brasileira, do Fluminense e do Botafogo, ‘Búfalo’ Gil sofreu um infarto ontem. O ex-atacante de 68 anos foi internado na Clínica Cardiológica de Laranjeiras, no Rio, e passa bem.


Pensando bem...

...com parlamentares e o Judiciário em recesso, a poeira baixou em Brasília.


PODER SEM PUDOR

Coveiro do povo

FNDE pode mudar de presidente mais uma vez
Charge
 



O ex-senador e ex-deputado Heráclito Fortes era prefeito de Teresina (PI) pelo PFL, em 1992, quando lançou candidato à sua sucessão o vereador Geraldin Oliveira (PDT), moderno “papa defunto”, dono de um cemitério. O tucano Augusto Basílio, oposicionista, surpreendeu ao chamar a escolha de “bem-vinda” e “coerente”. Mas depois se explicou no plenário da Câmara: “A candidatura é bem-vinda porque o prefeito está matando o povo com sua administração. Nada mais coerente: Heráclito mata e Geraldin enterra!”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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