Expulsar Aécio virou questão de honra em SP
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de setembro de 2019
Claudio Humberto 
“A gente reduz a carga tributária reduzindo o tamanho do Estado”
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, discute a relevância da reforma tributária
Expulsar Aécio virou questão de honra em SP
O governador de São Paulo, João Doria, não engoliu o arquivamento do processo de expulsão do PSDB do deputado Aécio Neves (MG). A derrota, na executiva tucana, representou grande humilhação para Doria e o tucanato paulista, por isso virou uma questão de honra retomar o caso. A tendência é Dória se associar ao prefeito paulistano Bruno Covas, para quem não há espaço para ele e Aécio no PSDB.
Má companhia, não
O núcleo duro da pré-campanha ao Planalto acha que Doria não pode disputar a eleição de 2022 com “ladrões evidentes” filiados ao PSDB.
Calça de veludo ou...
Doria está sendo pressionado pelos correligionários paulistas a esticar a corda, ciente de que, se ela arrebentar, terá de sair do partido.
Autoridade preservada
Com Aécio e outros tucanos enrolados no PSDB, Dória teme perder autoridade para atacar a ladroagem de adversários óbvios como o PT.
Sem destino certo
O governador avalia que o PSDB é sua melhor opção partidária. Desfiliando-se, teria de criar um novo partido.
Amazônia: até o governo do Acre fez presepadas
O descontrole nos gastos de ONGs ambientalistas envolveu até o governo do Acre, que levou R$60 milhões do Fundo Amazônia para “apoiar a política pública de valorização do ativo ambiental e florestal” e embromações do gênero. Auditoria do Ministério do Meio Ambiente, já em poder do Tribunal de Contas da União (TCU), apontou um vasto conjunto de irregularidades no Acre, da falta de prestação de contas à falta dos equipamentos que prometeu adquirir com o dinheiro recebido.
Meu pirão primeiro
Foram auditados 18 contratos, R$252,2 milhões. A maioria das ONGs gasta mais (até 87%) com seus integrantes do que nas ações efetivas.
‘É nóis’
A ONG Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam) gastou mais em “gestão de projeto” (R$6,1 milhões) do que com equipamentos e materiais.
Companheirada
O que impressiona, na auditoria dos contratos de ONGs que atuam na Amazônia, é a leniência do BNDES com as graves irregularidades.
Puro besteirol
A “descoberta” de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), é puro besteirol. Fez parecer que era “foragido da Justiça” e não apenas alguém que a imprensa não conseguia encontrar.
Movimento
A cada solavanco provocado pelo presidente Jair Bolsonaro, em suas “coletivas na grade”, aumenta a fila de interessados em trocar de partido e ingressar no PRTB, a sigla do vice Hamilton Mourão.
Novos processos e Tecnologia
Setembro começa com a expectativa do prestigiado evento Seminário Novos Processos e Tecnologia, dia 23, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Seu presidente, ministro João Otavio de Noronha, fará a palestra de abertura sobre “Como Aperfeiçoar o Sistema de Justiça no País”.
Encontro veicular
O ministro Paulo Guedes (Economia) e dois secretários discutiram na Associação dos Fabricantes de Veículos propostas para “aumentar a competitividade no setor automotivo”. Reduzir preços, nem pensar.
Que vergonha
Bomba nas redes sociais, mas não nas manchetes, vídeo mostrando que no auge das queimadas, fotografias do satélite da Nasa mostravam 2 mil focos de incêndio no Brasil, enquanto a floresta tropical africana ardia com 3 mil focos no Congo e 7 mil em Angola. Sob silêncio geral.
Alto lá
A destruição de equipamentos agrícolas por fiscais ambientais no ato da autuação, como prevê lei de 2008, tem gerado revolta e o deputado José Medeiros (Pode-MT) quer alterar a legislação. Segundo ele, não há direito de defesa nesse caso. “Só a Justiça tem esse poder”, disse.
Emprego nas pequenas
O Novo comemorou dados do emprego em Minas Gerais, de Romeu Zema. Segundo o partido, 79% dos 100 mil novos empregos formais no primeiro semestre foram criados por micro e pequenas empresas.
Compostura, senhores
Foi recebido como soco no estômago, em Brasília, o banquete em São Paulo organizado por criminalistas, regado a vinhos e uísques caros, para comemorar a decisão da Segunda Turma do STF que pode garantir impunidade de corruptos notórios, alguns presentes ao ágape.
Pergunta na Justiça
O que é pior: anular sentenças da Lava Jato ou mandar para casa o assassino de um menino de 6 anos?

PODER SEM PUDOR
Memória afiada
O senador Áureo Mello passava o Carnaval de 1994 no Rio de Janeiro, na casa da família do poeta J.G. de Araújo Jorge. Certo dia, foi surpreendido pela famosa foto, nos jornais, de Itamar Franco com a modelo Lílian Ramos, no Sambódromo. Ela vestia só uma camiseta, sem nada por baixo. “Que papelão o Itamar fez na avenida...” – comentou um amigo do senador. Áureo Mello ajeitou os óculos, aproximou o jornal do rosto e pilheriou: “Meu Deus! Se não me falha a memória, isto aí é a dita cuja.” O senador tinha boa memória.
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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