Etanol no livre mercado deve derrubar os preços


“Opinião e recomendação todo mundo pode ter, pode falar”

Presidente Bolsonaro ao explicar, na live de ontem, que a “palavra final” sobre vacinação de adolescentes é do ministro Marcelo Queiroga (Saúde)


Etanol no livre mercado deve derrubar os preços

O Brasil deve passar por silenciosa revolução após a medida provisória nº 1069/21, assinada na segunda (13), que libertou o etanol do controle da Petrobras e das distribuidoras/atravessadoras de combustíveis. A principal consequência será a queda de preços. Afinal, a Petrobras não fixará mais o valor a ser pago pelo consumidor pelo etanol, o produtor se livra das distribuidoras sanguessugas e, como cereja do bolo, o ICMS do etanol, em alguns estados, custa até metade do ICMS da gasolina.


Redução, já

O desafio dos produtores de etanol, para ganhar apoio dos brasileiros, será materializar na bomba a aguardada redução de preços.


Preferência nacional

A expectativa é que a venda direta reduza os preços e, com isso, o etanol se transforme finalmente no combustível preferido dos brasileiros.


Custo atravessador

Desde 2009, a intermediação rendeu bilhões às distribuidoras, e representa acréscimo mínimo de 15% no preço final para o consumidor. 


De pai para filho

Produzindo apenas notas fiscais, as distribuidoras receberam da ANP a exclusividade na venda de combustíveis aos postos.


Mendonça é bola da vez no velho jogo do Senado

Quando presidiu o Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) costumava travar indicações de embaixadores ou de dirigentes de agências reguladoras, para forçar o governo a atender, digamos, as suas demandas. Repete agora velha atitude na indicação de André Mendonça para a vaga de Marco Aurélio no Supremo Tribunal Federal (STF). Mendonça não sofre restrições no Senado ou STF. É apenas a bola da vez nas “pendências” do atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.


Vacância prejudica

O cargo de ministro do STF está vago há 65 dias e já se fala em Augusto Aras para substituir a indicação do ex-ministro André Mendonça.


Um senador ‘se achão’

No Planalto prospera a certeza de que o “se achão” Alcolumbre achava que deveria ter sido consultado sobre a escolha do presidente.


Esqueceram de mim

Outra razão para o boicote seria uma vingança contra o fato de o mesmo Alcolumbre não ter sido convidado para o ministério de Bolsonaro.


São uns artistas

Opositores foram ao STF para obrigar Alcolumbre a marcar a sabatina de André Mendonça, alegando razões “republicanas”. São uns artistas. Na verdade, eles apenas apostam que há um clima para barrar a indicação.


Pedala, Senado

A direção nacional e os líderes do Pros no Congresso pediram celeridade na avaliação do ex-ministro André Mendonça para o STF. O Senado tem o papel de sabatinar e aprovar ou rejeitar e não de postergar a indicação.


‘Reforma’ é piada

O substitutivo do relator Arthur Oliveira Maia (BA) conseguiu piorar a proposta original da reforma administrativa, que já não reformava coisa alguma, adiando medidas urgentes para futuras gerações de servidores.


Afronta à verdade

A reforma administrativa vai manter regalias, privilégios, mordomias e penduricalhos do setor público, mas ainda tem sindicalista reclamando de barriga cheia. Chamam-na enganosamente de “afronta à democracia”. 


Impressão

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, será observador da eleição na Rússia, que usa o voto impresso. A expectativa é pela avaliação do ministro, militante contra a impressão do voto.


Dois pesos

Nem 24h depois de o TSE afirmar que vai investigar se manifestações do 7 de setembro foram financiadas, partidos políticos divulgam patrocínio a ato por impeachment de Bolsonaro: “se vai investigar, que investiguem todos os financiamentos”, criticou a deputada estadual Janaina Paschoal.


Sincericídio

Âncora da Fox News, Tucker Carlson causou controvérsia ao parecer revelar o segredo de muitos jornalistas. Em entrevista, afirmou que mente apenas quando está encurralado, mas “tenta nunca mentir na TV”.


Não sairá do papel

O deputado Marco Feliciano adorou a ideia de CPI para investigar se a facada em Bolsonaro foi fake. “Que se faça CPI. Vamos convocar Adélio, os advogados, vamos quebrar os sigilos bancário e telefônico de todos”.


Pensando bem...

...se Alcolumbre sentar em cima das próximas dez indicações, fecha o STF.


PODER SEM PUDOR

Defunto não reclama

 

Etanol no livre mercado deve derrubar os preços
Enio
 

Moura Cavalcanti era governador de Pernambuco quando um jovem parente de quem não gostava concluiu Medicina. Ele comentou com o secretário de Planejamento, Luiz Otávio: “Já sei o que vai acontecer. Este garoto não tem consultório e vou ter que acabar nomeando-o para algum lugar no governo do Estado.” O secretário teve uma ideia: “Há um jeito de amenizar o problema. O senhor pode nomeá-lo médico legista. Pelo menos os pacientes não vão reclamar...”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br



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