Comando do Exército não usa sede há três anos
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segunda-feira, 08 de julho de 2019
Claudio Humberto 
“Vou começar a organizar a votação”
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia garante que tentará votar a reforma esta semana
Comando do Exército não usa sede há três anos
O governo federal tem cerca de 10.400 imóveis desocupados devido a diversas razões, incluindo a falta de manutenção. É o caso do bloco O da Esplanada dos Ministérios, onde era o Comando do Exército, e que está abandonado sofrendo a ação do tempo desde 2016. A economia estimada com a transferência de servidores que trabalham em imóveis alugados para o ‘ministério’ desocupado é de R$ 19,2 milhões por ano.
Mais gastos
Vidros quebrados, persianas e portas empenadas, além de ferrugem por todo lado, obrigam o governo a fazer reforma para reocupar o local.
Olha o prejuízo
Cada bloco da Esplanada pode abrigar cerca de 2.000 servidores e, na maioria dos casos, cada prédio é sede de mais de um ministério.
Não tem preço
Situado no local mais nobre de Brasília, não há sequer uma estimativa do valor de aluguel ou venda dos 23.480 metros quadrados do edifício.
Vai demorar
Questionado, o Ministério da Economia disse que a “análise do projeto de reforma” está em curso, mas não soube estimar quanto será gasto.
Brasil terá Ferrari e Lamborghini com taxa 0%
Uma das grandes inovações previstas no histórico acordo entre União Europeia e Mercosul trata do fim dos impostos de importação de cerca de 90% dos produtos comercializados entre os países dos blocos. O mercado de veículos, por exemplo, terá redução gradativa de alíquotas, que serão zeradas após 15 anos de vigência. Na prática, vai liberar importar carros europeus, muito mais avançados, com 0% de imposto.
Livre comércio
O Brasil poderá importar carros com taxa reduzida pela metade durante 7 anos. A taxa cai ano a ano e, a partir do 16º ano, vai a 0%.
Muito além
O Ministério da Economia estima incremento de R$ 500 bilhões no PIB, considerando a redução de barreiras e aumento da produção.
Vigência
A previsão é que os 31 países envolvidos levem até quatro anos para ratificar e internalizar os termos do acordo. Só então ele passa a valer.
Só não faz se não quiser
Ao fim e ao cabo, se o presidente da Câmara quiser mesmo, a reforma da Previdência será votada e aprovada em dois turnos no dia 18. Rodrigo Maia aprovou a PEC do Orçamento Impositivo em duas horas.
Quebra de interstício
Para votar a reforma no dia 18, a Câmara terá que aprovar a “quebra de interstício”, permitindo os dois turnos no mesmo dia. Para isso, o quórum no plenário deve ser alto, com pelo menos 470 deputados.
Os 340 da reforma
Somam 370 deputados todos os partidos que orientam votação favorável à reforma da Previdência, mas, considerando as defecções de praxe, a reforma deve ser aprovada por um máximo de 340 votos.
Agenda positiva na Funasa
A gestão de Ronaldo Nogueira na presidência da Funasa economizou R$58 milhões em despesas de custeio, só no primeiro semestre. “Já realizamos o desembolso de mais de R$250 milhões, dando efetividade para mais de 2.300 obras em execução no País”, diz ele, determinado.
Sonho nacional
O prefeito de Salvador e presidente do DEM, ACM Neto, admitiu pela primeira vez alimentar o sonho de “projeto nacional”, como chamam as candidaturas a presidente e a vice. Mas seu foco hoje é a prefeitura.
MDB com a reforma
Após conversar com os deputados do seu partido, o líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), não tem dúvida: 100% da sua bancada de 34 deputados vão votar pela aprovação da reforma da Previdência.
I love Nova York
O diplomata Mauro Vieira aceitou o gentil convite do chanceler Ernesto Araújo para ser embaixador do Brasil em Zagreb (Croácia), mas depois o guarda-chuva mais rápido do Itamaraty achou “pouco” para ele. E se recusa a sair da representação do Brasil junto à ONU, em Nova York.
Basta querer
Para começar a contar o prazo da reforma da Previdência, a Câmara tem sessão nesta segunda. Raríssimo. Os deputados nem sequer discutem o fim da vergonhosa jornada semanal de dois dias (terça e quarta). Sessões na quinta só uma vez na vida. Às sextas, nunca.
Pensando bem...
...fez sentido excluir ex-presidente enrolado do projeto que liberou a compra de carros oficiais: afinal, quem está preso não precisa de carro.
PODER SEM PUDOR

Cupim no baralho
Figuraça folclórica em Florianópolis, onde virou nome de rua, o ex-assessor da Assembleia Legislativa catarinense Alcides Ferreira era coletor de impostos em Indaial quando, endividado, apostou com um juiz os móveis da coletoria e perdeu. Respondeu por telegrama ao então governador Udo Deeke, que o interpelara furioso sobre o sumiço dos móveis: “Exmo sr. Governador. Móveis coletoria cupim comeu. Alcides Ferreira, coletor.”
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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