Comandante ouviu generais antes de livrar Pazuello


“União, vacina e retomada”

Ministro Augusto Heleno (GSI) lista as prioridades do governo federal para o Brasil


Comandante ouviu generais antes de livrar Pazuello

A decisão foi solitária, mas, antes de oficializá-la, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, comandante do Exército, teve o cuidado de ouvir cada um dos generais que compõem o serviço ativo da Força sobre sua decisão de arquivar procedimento contra o general Eduardo Pazuello por haver participado de ato de apoio ao presidente da República, no Rio. A reunião do comandante com os generais, antes do veredito, elimina as fantasias de que o desfecho gerou “crise” ou “tensão” entre os militares.


Estilo de comando

O general Paulo Sérgio demonstrou outra vez, no caso Pazuello, seu estilo de liderança, que sempre leva em conta a avaliação dos generais.


Sem conotação

O comandante ouviu o discurso de Pazuello no ato e concluiu que não houve conotação política, ele apenas agradeceu ao apoio recebido.


Foi convincente

Além de apresentar defesa por escrito, Pazuello também fez sustentação oral, e suas alegações acabaram por convencer o comando do Exército.


Sem interferências

A decisão do comandante foi adotada sem interferência do presidente Jair Bolsonaro, segundo asseguram fontes do Palácio do Planalto.


Ritmo de vacinação brasileiro supera o alemão

O Brasil superou nessa sexta (4) a marca de 23 milhões de pessoas imunizadas com duas doses de vacinas contra a Covid-19, equivalente a 11% da população. O bom resultado foi obtido 138 dias depois do início da campanha nacional, dois dias antes do tempo que a Alemanha levou para imunizar o mesmo percentual de sua população, e deixou com cara de tacho negacionistas apegados à lorota de que a vacinação “é lenta”.


Números totais

O Brasil aplicou 72 milhões de doses em 49 milhões de pessoas em 138 dias. Nesse período, a Alemanha aplicou 38,8 milhões em 30 milhões.


França e Itália

A França está um pouco melhor e levou 131 dias para imunizar 11% da população. A Itália precisou de 130 dias para atingir o mesmo percentual.


Duas semanas antes

O Reino Unido, grande produtor de vacinas e primeiro país ocidental a vacinar contra Covid, levou 124 dias para imunizar 11% da população.


AstraZeneca é a nº1

A Fiocruz entregou na sexta-feira mais 5,1 milhões de doses da AstraZeneca, que já se tornou a vacina contra Covid mais adquirida pelo governo, mais de 50 milhões de unidades, passando à frente da Coronavac.


Brasil vai receber

O ministro Fabio Faria (Comunicações) comemorou a inclusão do Brasil na lista de países que vão receber vacinas doadas pelos EUA. Até o fim do mês, serão cerca de 6 milhões das 19 milhões doadas pelo país.


Nem parecia

Enquanto no Corpus Christi o Exército descartava puni-lo, Eduardo Pazuello estacionou o carro no Brasília Shopping e caminhou até o restaurante Madero. Com aparência tranquila e sem ser incomodado.


Alimentando o mundo

No 24° Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (Rússia), o presidente Jair Bolsonaro revelou que “nos próximos anos, o Brasil deve consolidar-se como o maior produtor mundial de alimentos”.


Também no Telegram

Após a onda de censura no Facebook, Instagram e Twitter, grupos políticos migraram para o incensurável Telegram, também liderado por Bolsonaro: ele soma 700 mil inscritos, enquanto o PT de Lula tem 10 mil.


Gaúchos à frente

Apesar do governador hostil ao presidente da República, o Rio Grande do Sul é o primeiro estado a ultrapassar os 30% de doses necessárias para vacinar toda população. Rio de Janeiro é o segundo, com 28%.


Férias da cadeia

O ex-deputado Delegado Francischini classificou de “inceitável” o chocante saidão de 1.800 presos da Papuda (DF), no feriado de Corpus Christi. “Uma decisão que coloca a sociedade em risco!”, protestou.


Luz não é remédio

O SUS faz 2,4 milhões de testes do pezinho por ano, que identifica cerca de 50 doenças em recém-nascidos. E para “lembrar” o Dia do Teste do Pezinho (6/jun) o Senado anunciou que vai... acender luzes lilás. 


Pensando bem...

...assistindo às sessões da CPI da Pandemia, muitos finalmente entendem o significado da expressão “discursos de ódio”. 


PODER SEM PUDOR

Papel de deputado

 

Comandante ouviu generais antes de livrar Pazuello
Enio
 


Paulo Lustosa era deputado federal pelo Ceará quando foi procurado por um prefeito. Ele queria resolver “um problema urgente” e estendeu um papel. Lustosa leu e se espantou com a pretensão: “Mas isto é ilegal, infelizmente não será possível.” O prefeito torceu o nariz, indignado: “Se fosse legal, eu não precisaria de deputado...”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br


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