CGU já aplicou R$8 milhões em multas a empresas
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de agosto de 2019
Claudio Humberto 
“É falha minha”
Jair Bolsonaro, sobre a MP que transfere responsabilidade da demarcação de terras indígenas
CGU já aplicou R$8 milhões em multas a empresas
A Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério da Transparência, já distribuiu, em 2019, mais de R$ 8 milhões em multas a empresas que tem contrato com o governo, mas infringiram a lei. São mais de 1,1 mil multas aplicadas. Os dados são do Painel de Corregedorias da CGU, que aglomera informações de processos administrativos contra empresas e entidades privadas no âmbito do Poder Executivo.
Motivos diferentes
As sanções têm origem em infrações à Lei do Pregão, Lei das Estatais, Lei de Licitações, a Lei Anticorrupção, além das leis da ANTT e Antaq.
Punição frequente
São mais de 750 sanções vigentes entre as 1,1 mil aplicadas, a maioria delas resulta no impedimento da empresa de contratar com o governo.
Sempre ela
Só duas multas aplicadas à Petrobras através de ações com base na Lei Anticorrupção, somam cerca de R$6,2 milhões.
Impedimentos e multas
Foram 663 impedimentos de empresas até agora em 2019. Processos que rendem multa são mais raros; apenas 15 este ano.
Energia solar flutuante gera otimismo na economia
A esperança dos especialistas em energia é que o presidente Jair Bolsonaro tome gosto, ao inaugurar nesta segunda-feira (5) a primeira etapa da Usina Solar Fotovoltaica Flutuante, no reservatório de Sobradinho (BA), e mande fazer outro projeto, de 3.5 gigawatts, na transposição do rio São Francisco. Esse novo projeto deverá gerar mais de 87 mil empregos no Nordeste, sobretudo em Pernambuco.
Sem dinheiro público
Em tempo de vacas raquíticas, detalhe fundamental: será totalmente privado o investimento de R$14 bilhões na nova usina solar flutuante.
Conta de luz menor
Uma usina solar flutuante provocará brutal redução na conta de energia da transposição, que atualmente de R$ 500 milhões ao ano.
Nova fronteira
Com água, sol, terra e energia barata, o quadrilátero entre os canais da transposição, em Pernambuco, será a nova fronteira agrícola do Brasil.
Pós-recesso
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), determinou que a Casa realize oito sessões deliberativas entre terça e quinta-feira. A medida serve para cumprir o prazo regimental reforma da Previdência e também compensa os dias gazeteados em razão do “recesso branco”.
Sem fé
Os conselheiros da OAB-DF mostraram, na votação da lista do Quinto Constitucional para o Tribunal de Justiça, que não acreditam em Jesus: um dos candidatos, Eronildes de Jesus não obteve um voto sequer.
Recorde mensal
Em maio, o governo federal realizou 58 demissões, é o recorde para um mês este ano. Apenas em 2019 já foram 65 advertências, 181 suspensões e 230 expulsões do serviço público.
Dia do Padre
O Dia do Padre é celebrado em 4 de agosto, data de São João Maria Vianney, comemorada desde 1929, quando o Papa Pio XI o proclamou padroeiro dos padres e pessoas que servem a ensinamentos de Deus.
Torradores do PT
Há dois deputados federais do PT entre os 20 que mais gastaram com o cotão parlamentar nos sete meses do atual mandato: Vander Loubert (MS), com R$ 228,4 mil, e Maria do Rosário (RS), com R$ 224, 7 mil.
Um só projeto
No primeiro semestre do ano, o Senado e a Câmara dos Deputados transformaram em lei apenas um projeto de lei proposto por tribunais, Ministério Público da União ou pela Defensoria Pública da União.
Pancadaria no Twitter
Bolsonaristas não perdoam o Supremo Tribunal Federal. A hashtag #STFVergonhaNacional foi o assunto mais comentados ontem no Twitter, com quase 85 mil tweets, segundo o Congresso Data Room.
Exageros
A deputada Joice Hasselmann chamou de “mentiras” e “absurdo” as críticas da atriz Lucélia Santos ao governo Bolsonaro. A ex-global disse, em entrevista à TV portuguesa, que o país vive um “retrocesso civilizatório” e que “é o pior momento da História do Brasil”.
Pensando bem...
...só porque críticas vêm do exterior, não quer dizer que têm validade.
PODER SEM PUDOR
Repelente de amantes

No governo do general Emílio Médici, o Incra mantinha uma casa em Padre Bernardo, no entorno do DF, frequentada por figurões da República, dentre os quais ministros e até um ilustre parente do presidente, acompanhados de amantes. O jovem presidente da autarquia, Walter Costa Porto, que mais tarde se transformaria numa grande autoridade em Direito Eleitoral no País, temia um escândalo e não sabia o que fazer até que bolou um repelente infalível: Synteko. Mandou besuntar o piso de madeira da casa uma vez por semana, religiosamente. O cheiro forte e as emanações lacrimogênias puserem fim aos encontros galantes dos amigos e do parente do ditador.
___
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br


