Argentino que ‘detonou’ Decotelli homenageou Lula


“Mostra que os sinais vitais [da economia] estão vivos”

Paulo Guedes (Economia) reafirmando o 'caminho da austeridade', apesar da crise


Argentino que ‘detonou’ Decotelli homenageou Lula

Em 21 de maio, um mês antes de o ex-ministro da Educação Carlos Decotelli ter sido desmoralizado com sua afirmação de que ele não concluiu curso de doutorado na instituição, o reitor da Universidade Nacional de Rosário (Argentina), Franco Bartolacci, fez uma “cerimônia virtual” para conceder um “título honoris causa” ao ex-presidente Lula, petista condenado duas vezes por corrupção e lavagem de dinheiro. E ainda avisou: assim que puder, fará cerimônia presencial com seu ídolo.


Passa um boi...

A inundação de “inconsistências” no currículo de Decotelli começou com a Universidade de Rosário. Depois passou uma boiada.


É demais

Além do doutorado, Decotelli também não realizou um pós-doutorado na Alemanha e é acusado de plágio na dissertação de mestrado.


No mínimo, irônico

A cerimônia virtual da universidade argentina homenageou o trabalho de Lula na educação e batalha contra o analfabetismo.


É ‘colaborador’

Decotelli também disse que tem vínculo com a FGV, onde leciona há 40 anos, mas que a universidade nega. Ele atribui sua demissão a isso.


Bolsonaro examina opções para substituir Decotelli

O presidente Jair Bolsonaro adora fazer escolhas que ninguém previu, como no caso de Carlos Decotelli, e pode surpreender mais uma vez, mas ao menos três nomes são fortes para virar o quarto ministro da Educação do seu governo. Na “pole” estão Ilona Becskeházy, atual secretária de Educação Básica do MEC, e o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, uma opção que voltou a ser considerada.




Do ITA para o MEC

Uma terceira opção para o MEC seria Anderson Lopes, presidente do conceituado Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).


Promessa resgatável

A nomeação de Ilona Becskeházy permitiria ao presidente recuperar sua principal promessa para o MEC: dar prioridade à educação básica.


Opção evangélica

Entre os “ministeriáveis” surgiu o nome de Gilberto Gonçalves Garcia, reitor da PUC-GO. É ligado a Onyx Lorenzoni e terrivelmente evangélico.


Contagem regressiva

A partir desta quarta-feira (1º), restam apenas quatro meses ao ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele completará 75 anos em 1º de novembro, idade-limite. E se aposenta automaticamente.


Não tem jeito

Nota do general Augusto Heleno, endereçada “aos desinformados”, explicou que Abin verifica o CPF e pendências na Justiça dos indicados a cargos, e que cada ministro cuida do próprio currículo. Pouco adiantou: os desinformados o acusaram de tentar “tirar o corpo” do caso Decotelli.


Mentiu, dançou

Diretor da Page Personnel, empresa global de recrutamento, Lucas Oggiam adverte que “mentir no currículo é a pior escolha que um profissional pode fazer em sua carreira. Não há nada pior do que esse tipo de atitude”. O ex-ministro Carlos Decotelli que o diga.


Metamorfose ambulante

O vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Rep-SP), mudou de ideia e agora apoia o adiamento da eleição deste ano. É candidato declarado à sucessão de Rodrigo Maia, na Câmara. Resta saber se mudará de ideia.


Poder da imprensa

Romero Jucá ficou 12 dias à frente do Ministério do Planejamento, no caso em que foi gravado tentando “estancar a sangria” da Lava Jato. Já Decotelli, que mentiu sobre o próprio currículo, ficou 6 dias no MEC.


Nada de STF

Está no 1º Juizado Especial Criminal de Brasília a queixa-crime de Ibaneis Rocha contra o homem que fez ameaças em vídeo contra o governador do DF, após o desmonte de acampamentos dos grupos políticos "QG Rural" e "300 do Brasil" na Esplanada dos Ministérios.


Perdeu o bonde

Apostando na polêmica de Abraham Weintraub, já resolvida, o deputado José Nelto (Pode-GO) quer restringir acesso ao passaporte diplomático. Talvez não saiba que o documento não garante tratamento diferenciado. 


Tomou gosto

Como o ex-presidente Lula, que meteu na cadeia, o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro continua fazendo palestras e participando de seminários, como do Instituto Não Aceito Corrupção, nesta quarta (1º). 


Pensando bem...

...na terra das fake news o limite é claro: currículo de ministro.


PODER SEM PUDOR

A origem dos charutos

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Charge
 


Deputado da UDN gaúcha, o general Flores da Cunha escandalizou a Câmara ao defender o presidente Getúlio Vargas da acusação do líder da bancada, Carlos Lacerda, de conivência com a corrupção. Getúlio ficou encantado e mandou uns charutos para o general, mesmo temendo sua reação. O funcionário do Catete encontrou-o numa roda de parlamentares: “Trago uns charutos que o presidente mandou.” O general se fez de desentendido: “Que presidente, meu filho?”. O cuidadoso portador inventou na hora: “O presidente do Flamengo”. Flores da Cunha recebeu: “Ah, bom. Então me dê os charutos.”

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

www.diariodopoder.com.br

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