Festival de Música: a outra paisagem de Londrina
Um movimento de pessoas carregando flautas e violinos, violões e clarinetes, muda paisagem humana quando começa o festival
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Um movimento de pessoas carregando flautas e violinos, violões e clarinetes, muda paisagem humana quando começa o festival
Celia Musilli 

Todos os anos, nos meses frios, a paisagem de Londrina muda, não somente pela exuberância dos ipês ou a neblina que, invariavelmente, pode cobrir a cidade.
Um movimento de pessoas carregando flautas e violinos, violões e clarinetes, muda a paisagem humana quando começa o Festival de Música, dando também o tom da paisagem sonora.
Há décadas nos acostumamos a ver jovens de gorros e casacos que vêm de regiões mais quentes do País circular pelas ruas e praças. São alunos que saem do Rio de Janeiro ou do Espírito Santo para ter aulas com professores renomados. Este ano, na 45ª edição do Festival, não é diferente.
Na programação de cursos, artistas celebrados pela sua produção tornam-se convidados que vêm ratificar a importância de um evento que já faz parte do coração e da alma da cidade.
Esta semana, recebemos na Folha de Londrina, para o podcast Histórias de Londrina e Outras Cidades, os diretores do Festival Eduardo Assad Sahão e Magali Kleber que falaram sobre a intensa programação que vai até 20 de julho, em teatros e espaços públicos, com cerca de 40 atrações para o público adulto e infantil.
Assista ao podcast:
Londrina concentra e catalisa iniciativas culturais de excelência, o suficiente para saltar de província a metrópole quando um evento tem na abertura a Osuel e, na sequência, grandes nomes como Luiz Martins, a Orquestra Mundana Refugi, Egberto Gismonti, Daniel Murray, Vanessa Moreno, a Camerata de Violões do Conservatório de Tatuí, Erika Ribeiro, Rodrigo Fávaro, Lívia Nestrovski, Fred Ferreira, Sérgio Reze, André Vercelino, Jayme Vignolli, entre tantos outros. Incluindo-se, ainda, "pratas da casa" como o Duo Clavis, o Mateus Gonsales Trio, o Clube do Choro que certificam que a música também "mora aqui."
Um destaque do Festival é sua prerrogativa de inclusão que traz a Londrina alunos de comunidades de todo Brasil que vêm estudar e formar, ao fim do evento, a Orquestra Social que está em seu décimo encontro. Este ano, como informa a organização, essa orquestra configura-se como "sinfônica", pela primeira vez, contando com todos os naipes. Trata-se de uma orquestra formada por alunos de projetos sociais.
Além dos palcos, muito acontece nos bastidores, onde um grande empenho, temperado pela organização, redimensiona o Festival de Música de Londrina a cada ano.
Nos bastidores surgem também os desafios, os sustos, os perrengues, os episódios de alegria e humor, como contam Eduardo Assad Sahão e Magali Kleber no podcast que pode ser visto no canal do YouTube da FOLHA, uma sugestão para completar a festa e saber o que acontece atrás das cortinas.


