Cem xícaras de resiliência, duzentas de esperança, trezentos litros de fé, mil de paciência e toneladas de amor à vida. Talvez, esta tenha sido a receita da cantora canadense Celine Dion para superar uma fase dura e anunciar seu retorno aos palcos.

No último dia 30, mesma data em que completou 58 anos, a cantora divulgou que fará 10 shows em Paris, em maio, depois de se ausentar por quatro anos.

O hiato se deveu ao diagnóstico que a cantora recebeu em 2022: ela era portadora de Síndrome da Pessoa Rígida (SPR), um distúrbio neurológico raro que enrijece os músculos, inibe os movimentos e até atividades como o canto.

Em 2024, o Prime Video lançou o documentário "Eu Sou: Celine Dion", que aborda sua rotina após o diagnóstico e sua luta para não perder para a doença. Essa resiliência e anos de tratamento intenso foram responsáveis pela melhora da cantora que agora vai voltar a fazer o que mais gosta: cantar, inundando os palcos e a vida das pessoas com canções que se eternizaram como "My Heart Will Go On" e "Because You Loved Me."

A vida de Celine Dion também tem um viés romântico, que parece coisa de cinema: antes de se tornar um sucesso mundial e ser incluída na lista das "três maiores vocalistas do mundo", com cerca de 300 milhões de discos vendidos, ela era uma garota tímida que passou a ter reconhecimento mundial ao fim da década de 1980. Um capítulo à parte em sua vida foi o relacionamento amoroso com o produtor René Angélil, que tinha 26 anos a mais que ela.


René a conheceu quando ela tinha 12 anos e já cantava. Mas o romance só começou quando ela tinha 19 anos e foi mantido em segredo até se casarem, quando Celine completou 24. Antes, a família era totalmente contra o namoro, mas eles acabaram construindo uma relação icônica na carreira e na vida. O casal teve três filhos: René-Charles e os gêmeos Eddy e Nelson.

O encanto se quebrou por um daqueles reveses incontornáveis. René faleceu devido a um câncer de garganta, em 2016, aos 73 anos. Celine se refere a ele até hoje como seu grande amor. Em entrevistas afirma que "ainda sente a presença dele em sua vida."

No documentário "Eu Sou: Celine Dion" dá para perceber que a cantora é acostumada a grandes batalhas, uma das mais arriscadas foi ser diagnosticada com a Síndrome da Pessoa Rígida. Há quatro anos, havia quem duvidasse que ela poderia atravessar essa tempestade e voltar a cantar. Mas, agora, ela renasce comemorando não apenas uma carreira vitoriosa - com cinco Grammys, dois Oscars de Melhor Canção Original ("Beauty and the Beast" e "My Heart Will Go On"), vários World Music Awards.

Acima de tudo, Celine Dion volta a cantar celebrando a vida, sem dúvida seu maior prêmio e o de todos nós.

mockup