Vestiário nas mãos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de abril de 2019
Thiago Mossini - Grupo Folha 
Ter um elenco forte, estrelado, com nomes importantes é um fator decisivo no futebol, claro. Mas de nada adianta ter um time com essas características se o treinador não tiver o que a boleirada chama de “o vestiário nas mãos”.
A guerra de egos no elenco sempre vai existir, mas se o treinador souber controlá-la e mostrar para os atletas que eles podem se matar fora de campo, mas que do vestiário para dentro é tudo uma coisa só, os resultados aparecem. O PSG, que fracassou na Liga dos Campeões de novo e sábado (27) perdeu para o Rennes a final da Copa da França, pode ser um exemplo de vestiário rachado e sem comando.
Mas hoje, se tivéssemos que dar um exemplo oposto a esse, o Londrina certamente seria citado. É nítido como o elenco alviceleste respeita o técnico Alemão. E o reflexo se vê em campo, com um bom futebol jogado e com muita doação.
Muita gente ainda tem dúvida se ele “daria conta” de comandar o time na Série B. Vendo o elenco atual do Tubarão, acredito que ele hoje seja mesmo o técnico ideal. Não há aquelas “cobras criadas” para contaminar o ambiente e fazer “beicinho” porque está na reserva, minando o trabalho do treinador. Acho que a dúvida maior é saber se ele terá o respaldo da direção, como Claudio Tencati teve, em um possível momento ruim, como, por exemplo, uma sequência de derrotas.
Nas duas últimas partidas, o Londrina mostrou que pode encarar de igual para igual os rivais da temporada. Mas a Série B é longa e um elenco não tão homogêneo pode atrapalhar o trabalho do treinador, já que no meio do caminho aparecem as lesões, suspensões e até negociações de jogadores. É aí que talvez o projeto pode ser atrapalhado.
Basquete
É preciso ressaltar a bela campanha que faz o Londrina Unicesumar Basketball. Primeiro colocado na fase de classificação, o time já está garantido na semifinal da Liga Ouro e tem bons motivos para sonhar com o acesso ao NBB (Novo Basquete Brasil). Com orçamento enxuto e muita boa vontade e qualidade, aos poucos o time vai reacendendo no londrinense aquela paixão pelo basquete e recolocando a cidade no roteiro em que ela já foi atração.


