Estava na cara que não iria dar certo essa volta de Roberto Fonseca ao Londrina. O inesperado sucesso de Alemão no Campeonato Paranaense, quando se esperava a luta contra o rebaixamento mas o time fez uma boa campanha, trouxe um novo panorama ao que se havia acertado ao fim da temporada passada. A volta do treinador “emprestado” ao Novorizontino já não era unanimidade. O fiasco na reestreia foi o estopim para a insatisfação. Muita gente culpou as alterações promovidas por Fonseca no time como responsáveis pelo pífio futebol mostrado em Salvador na goleada sofrida para o Bahia. Ele, culpando imprensa, torcedores corneteiros e o descumprimento da promessa de contratação de reforços feita pelo gestor Sérgio Malucelli, pediu o boné.

A gente não sabe o que realmente aconteceu nos bastidores, mas a impressão que se passa é que nenhuma das duas partes queria mais o casamento. Fonseca deve arrumar trabalho nos próximos dias, afinal, toda semana cai um treinador. Já o Londrina fará a aposta em Alemão, como foi o próprio Claudio Tencati. De qualquer forma, é uma turbulência às vésperas da estreia e que não precisava ter ocorrido.

Entretanto, é preciso ressaltar que a campanha no Paranaense pode ter nos iludido. Analisando friamente, o Londrina não venceu nenhum time das séries A ou B este ano. Nenhum triunfo contra Operário, Paraná, Coritiba e Bahia. Venceu o Athletico, mas que entrou em campo com o time C. Isso não conta. Os meninos que surgiram têm qualidade, mas, para pensar em acesso, é preciso mais. Os reforços que chegaram são desconhecidos e, portanto, incógnitas. A desculpa para usar um time “alternativo” no Paranaense foi que se montaria um elenco forte para a Série B e é isso que se espera.

Finais

O final de semana foi de finais dos campeonatos estaduais e o que se viu foi uma pobreza de futebol absurda. A decisão do Paulistão, por exemplo, foi de chorar. Em meio a trocentos chutões, Corinthians e São Paulo acharam três gols. Nos outros estaduais não foi diferente. É desolador ver que a cada dia o futebol jogado por aqui tem ficado mais pobre. Falta tesão e qualidade aos jogadores, falta repertório e coragem aos treinadores. A impressão que se passa é que o medo de levar gols é muito maior do que a vontade de fazer.

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