Só Jesus para salvar
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terça-feira, 03 de setembro de 2019
Thiago Mossini - Grupo Folha 
Como dá gosto ver o Flamengo jogar. Nem é isso tudo o futebol que o rubro-negro apresenta, mas diante do que tínhamos nos acostumado a ver nos últimos anos no futebol brasileiro, é uma evolução e tanto, para desespero do batalhão de treinadores retranqueiros, que jogam para não perder.
O português Jorge Jesus não está no primeiro escalão dos técnicos europeus, mas mesmo assim mostra-se muito mais atualizado e com muito mais repertório do que os colegas de cá. Ganhou uma seleção e está fazendo ela jogar o fino da bola, com gana pelos gols e sem a bobagem de escalar time reserva no Brasileirão. Ainda tem o reforço das arquibancadas, jogando junto.
O Flamengo é candidatíssimo a ganhar a Libertadores e o Brasileirão. Claro que pode perder ambos e Jesus ser crucificado por sua ofensividade, mas que ele deixa uma lição de que é possível ser competitivo e jogando para frente, ele deixa. Não dá mais para acharmos que Mano, Felipão e seus pupilos sejam referências. É triste ver o Palmeiras, com o elenco que tem, jogando como time pequeno, fechado na defesa e dando chutão para tentar encaixar um contra-ataque.
Que a passagem do treinador sirva de coragem para outros dirigentes buscarem técnicos de outras escolas e com outra visão de jogo. É triste, mas o país do futebol precisa ter a humildade de enxergar que ficou para trás e que precisa reaprender a jogar a essência do esporte perdida na arrogância de responder questionamentos com o clichê mais do que furado de que “não precisamos aprender nada pois somos pentacampeões, somos o país do futebol”.
A luta do Londrina
Pensar em acesso à Série A vem se tornando cada vez mais utopia no Londrina. O Tubarão não está longe do G4, mas o problema é que o time, hoje, não dá nenhum sinal de que pode reagir. Apático, amedrontado, perdido, psicologicamente fragilizado. Na situação atual da equipe, é difícil crer que a luta de agora em diante será por outro motivo que não a fuga do rebaixamento. Esta sequência de três jogos definirá qual caminho será seguido na reta final. São três partidas – Brasil (fora), Coritiba (em casa) e Bragantino (fora) – muito complicadas e que podem ou provocar a reação e a sequência para o topo ou afundar de vez o time.


