Imagem ilustrativa da imagem Sampaoli e o futebol que não temos mais
| Foto: Paulo Sérgio/Agência F8/Estadão Conteúdo




O Santos na liderança do Brasileirão tem deixado muita gente feliz e outro tantos tristes. Não estou me referindo aos torcedores santistas e aos rivais, respectivamente. Refiro-me ao grupo que gosta de futebol, no caso dos felizes, e às pessoas que preferem esse negócio que colocam em campo ultimamente aqui no Brasil dizendo ser futebol. A boa fase santista exalta o trabalho diferenciado de seu treinador, Jorge Sampaoli, para tristeza dos defensores dos treinadores brasileiros.

Sampaoli não está sendo reverenciado porque tem tatuagem, anda de bicicleta ou porque distribuiu ovos de chocolate às crianças na Páscoa ou costuma presentear garotos que encontra por aí com camisetas, chuteiras, bonés. O argentino é exaltado por sua fome de vitórias, de gols, de bom futebol. Algo que falta para seus colegas de profissão que trabalham por aqui. São raros os casos de técnicos que contagiam suas equipes em busca de gols.

O medíocre futebol praticado por aqui presa pelo tal “futebol reativo”, aquele em que você dá a bola para o adversário e tenta achar um contra-ataque para buscar um golzinho. Quando esse golzinho sai, aí é ferrolho. Ataca pra quê? Não é um particularidade do time A ou B. Boa parte das equipes brasileiras joga desta forma. Sampaoli não. Seu time é intenso, ousado, efetivo, incansável. Ele contagia os jogadores. O Santos não tem um time estrelado como alguns concorrentes, mas joga mais bonito e de forma mais eficiente.

Já pensou se o argentino tivesse um elenco como o do Palmeiras nas mãos? Duvido que sua tática seria a de botar “trocentos” caras defendo e dando bicão para frente. Ao invés dos treinadores brasileiros ficarem de picuinha e preconceito com o argentino, que tirem lições desse intercâmbio e possam rever seus conceitos.

Por falar em futebol bonito, ofensivo e bem jogado, o Londrina já viu que se deu bem este ano jogando desta forma. Quando se propôs a defender-se e abdicar de jogar, se deu mal. No sábado foi assim. Assistiu o Oeste jogar e levou o castigo nos acréscimos. Neste terça, contra o Paraná Clube, no Café, precisa entrar em campo com as características que o colocaram lá em cima da tabela, pressionando o adversário, que além de rival estadual é concorrente direto pelo G4. Aliás, esses dois jogos em casa – sexta pega o Atlético-GO – são decisivos para o time. As duas vitórias são obrigatórias ou então o time vai começar a ser visto pelo rivais pelo retrovisor.

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