Quem é melhor: Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo? A cada vez que a dupla tem uma atuação assombrosa na mesma rodada, o assunto é levantado. Creio que não cabe mais comparar quem dos dois é o melhor e sim degustarmos mais o fato de podermos vê-los em campo. Quem sabe trocar essa discussão por outra, o motivo pelo qual não temos mais craques deste nível?

Se eu tivesse que escolher um seria o Messi, que para mim é de outro planeta e com um dom natural. Ronaldo é um obstinado pela excelência e perfeição e que não poupou esforços para ser o que é hoje. Não é porque prefiro o argentino que vou ficar desdenhando do português ou então perdendo tempo brigando para provar que um é melhor que o outro.

E se existe essa discussão é porque os demais não conseguem chegar a esse patamar. Se antes tínhamos craques de penca, hoje temos cada vez menos. A genialidade, o improviso, a plasticidade, a ousadia deram lugar à força física e ao cumprimento da proposta tática.

O futebol resultadista, no qual prevalece a vontade de não perder, da compactação, do atacante tendo que primeiro marcar o lateral para depois pensar em atacar, dos times com trocentos volantes, vai deixar cada vez mais difícil vermos jogadores como Messi, como Ronaldo e como outros tantos que já aplaudimos de pé antes deles. Por isso, deixem de perder tempo discutindo quem é melhor e passem a apenas contemplar o que esses dois monstros fazem.

499 pessoas?

Esse foi o público que testemunhou a vitória do Londrina sobre o Foz do Iguaçu por 1 a 0, domingo (17), no estádio do Café. A direção do clube fez do Campeonato Paranaense um laboratório para a Série B e desvalorizou o torneio. Sendo assim, não pode reclamar muito. Mas, mesmo assim, o time está bem na temporada, pode ainda chegar à decisão do Estadual e faz grande campanha na Copa do Brasil. Não se justifica um público tão baixo.

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