Londrina sai vitorioso do Paranaense
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terça-feira, 09 de abril de 2019
Thiago Mossini - Grupo Folha 
O Londrina encerrou no domingo (7) sua participação no Campeonato Paranaense sem conseguir avançar à final do returno e do torneio, mas pode considerar que deixa o torneio vencedor. Para um time que entrou em campo apenas por obrigação e cheio de garotos, inclusive com um treinador iniciante, ser eliminado após apresentar um futebol interessante e por um time que tem uma folha salarial dez vezes maior não pode ser motivo para tristeza alguma.
O Tubarão sai vencedor porque conquistou dentro da própria base ótimos reforços, jogadores que, apesar de novos, mostraram maturidade e qualidade de veteranos e que têm muito a crescer ainda. Mostrou que é possível jogar futebol e conseguir bons resultados sem priorizar a defesa.
O técnico Alemão foi a grande revelação desde campeonato, em meu modesto entendimento. Nos acostumamos a treinadores que botavam o Londrina em campo exclusivamente para não perder. Ele veio quebrar essa escrita, que vem dominando também o cenário nacional.
A dúvida que resta agora é saber se, com o retorno de Roberto Fonseca, a filosofia vai continuar. O Londrina de hoje tem uma cara e um jeito de jogar que precisa ser mantido. Claro que é preciso corrigir algumas falhas, como o excesso de gols sofridos nos últimos jogos. Com os reforços que estão por vir e com o elenco cheio de vontade do Paranaense, a esperança por uma boa campanha é grande. Pela primeira vez desde que voltamos à Série B, entramos nela com um time que tem identidade e não um catadão que seria montado apenas no segundo turno. Fonseca terá 20 dias para dar o molho que falta e integrar quem chega.
Mi-mi-mi
O técnico Luiz Felipe Scolari tem um currículo vitorioso e isso é indiscutível. Mas nunca fui seu fã. Principalmente após deixar de levar para a Copa de 2002, por ego, Romário e Alex, dois monstros, que estavam voando na época. Confesso que sou fã demais dos dois. Eram aqueles jogadores que eu parava tudo, desmarcava compromissos, para ver jogar. Talvez isso tenha potencializado minha bronca com o Felipão. Bom, a seleção ganhou aquela Copa. Ronaldo, Rivaldo e o árbitro do jogo com a Bélgica tiveram participação decisiva no título da tal “família Scolari”.
Mas o técnico do penta vem ficando cada dia mais insuportável. Jornalista algum pode ousar questioná-lo que já surta. E agora deu de tirar o foco do futebol pífio que seu time estrelado joga, vivendo à base de chutões, com críticas à arbitragem. Toda derrota vai para a conta do árbitro. Para quem até hoje acha que não teve culpa pelo 7 a 1, esperar o que mais?


