A vitória da coletividade
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terça-feira, 09 de julho de 2019
Thiago Mossini - Grupo Folha 
O Brasil cumpriu com sua obrigação e ganhou a Copa América disputada por aqui. Não chegou a passar sustos ao longo do torneio e também não fez aquela partida empolgante, de fazer palpitar o coração. Numa Copa em que o nível técnico foi fraquíssimo, o futebol resultadista de Tite deu pro gasto, foi suficiente para vencer a competição e para dar tranquilidade para o treinador seguir seu trabalho visando a Copa de 2022.
Mas a maior comemoração deste título, a meu ver, é o fato de tê-lo conquistado sem a presença de Neymar. “Ah, mas então você está dizendo que ele tem que ser sacado, que não tem vaga no time?” Claro que não. Neymar é titular absoluto. O que quero dizer é que ele precisava perceber que existe vida sem ele na seleção e que ele é mais um ali entre os 11.
O Brasil venceu a Copa América sem destaques individuais e sim com uma grande força coletiva. Essa palavra, coletividade, não faz parte do dia a dia do jogador e pudemos ver isso várias vezes enquanto ele vestia a camisa verde e amarela.
Tite deveria ter mostrado isso a ele há muito tempo, antes mesmo da Copa da Rússia, mas o treinador é o parça mais velho de Neymar e, como os outros parças, não ousou confrontá-lo, falar o que ele precisava ouvir. Agora, para construir uma equipe forte para tentar buscar o título mundial, precisa ser mais duro com seu principal jogador, mostrar a ele que precisa se encaixar na coletividade da seleção e não o contrário. Precisa convencê-lo de que o craque só é importante se não se colocar mais importante do que o time. Que precisa ser aquele Neymar do começo do trabalho do treinador e aquele de quando chegou ao Barcelona e entendeu seu papel ao lado de Messi e Suárez.
Outro ponto positivo está no renascimento de Daniel Alves na seleção. Ele fez uma espetacular Copa América e, mesmo aos 36 anos, vai mostrando que tem tudo para continuar a ser o dono da posição até a próxima Copa. Cabe a Tite aproveitar a fase e a boa vontade do jogador para usá-lo para preparar seu sucessor.
Londrina
Que primeiro tempo fez o Londrina no domingo (7), hein? Tudo bem que todo mundo ali queria se mostrar, já que enfrentava o Corinthians, que entrou em campo como se tivesse acabado de comer uma feijoada, mas é de ressaltar o tanto que jogou a equipe, tanto defensivamente como na parte ofensiva. O primeiro tempo foi um teste de verdade para comprovar o potencial da equipe e mostrar que não é à toa que está fazendo ótima campanha na Série B e é um dos postulantes ao acesso.


