A parada da Série B do Campeonato Brasileiro é o grande problema para o técnico Alemão administrar no Londrina. A pausa serve para as equipes que estão fazendo campanhas ruins se reforçarem e treinarem para corrigir seus problemas. Por outro lado, ela freia o embalo de quem vem “passando o rodo” nos adversários.

Escrevi a coluna antes do duelo entre Londrina e Ponte Preta, no Café, mas independentemente do resultado na noite de segunda (10), o Tubarão vai para esta pausa no G4. Sendo assim, se encaixa no grupo dos que saem no prejuízo com a parada. O time vinha embalado dentro e fora de campo e manter esse embalo é o desafio da equipe.

Futebol, além de bom time, também depende de boa fase para formar uma equipe vencedora. E, em 2019, a fase alviceleste é maravilhosa. Pela primeira vez desde que voltou para a Série B, em 2016, o time vem jogando com vontade e determinação desde o começo, conquistando pontos importantes e decisivos, ao contrário dos anos anteriores, quando o acesso não veio por um ou outro ponto perdido no primeiro turno preguiçoso que o time fazia.

Com a volta de Dagoberto em condições de jogo, o time ganha, além da qualidade técnica do jogador, seu poder de decisão e sua respeitabilidade em campo. É um fator a mais para decidir jogos equilibrados como são os da Série B. Que o técnico Alemão consiga manter a peteca lá em cima neste mês sem jogos.

Seleção

A cada jogo da seleção brasileira, fica mais evidente como o brasileiro vem se desinteressando por ela. No amistoso contra Honduras, domingo (9), foram apenas 16 mil pessoas nas arquibancadas. Além da falta de resultados expressivos, a frieza dos atletas, cada vez mais estrelas e longe do torcedor, e a forma como o treinador conduz seu trabalho contribuem e muito para isso.

Tite está perdido, refém de um astro pop que é manchete há dois anos pelas coisas que faz fora de campo e não dentro dele. A cada entrevista do treinador e de seus superiores, um festival de bobagens é dito, tentando justificar decisões injustificáveis, como a de deixar Neymar pai fazer o que quer dentro de concentração ou mesmo no vestiário da seleção.

A postura do jogador e do treinador só faz aumentar a rejeição à seleção, que começou lá atrás, desde que Ricardo Teixeira resolveu que ela só jogaria no Brasil nas Eliminatórias e olha lá. Uma seleção que não joga em seu país e que é composta por jogadores “estrangeiros” deixa de ter uma identidade com seu povo e as consequências são essas: cada vez menos gente quer saber dela.

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