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Londrina

AOS DOMINGOS PELLEGRINI

m de leitura Atualizado em 21/01/2022, 18:17

Frases que ficam

PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de janeiro de 2022

Domingos Pellegrini
AUTOR autor do artigo

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Tia Ana, depois de contar histórias de assombração que faziam o menino ir dormir com cobertor na cabeça: - Não precisa ter medo, cidade não tem assombração...

Professor ao rapazola: - Você é inteligente mas, se continuar assim, vai repetir de ano só por causa de Matemática, perder um ano inteiro por causa de algumas horas... (e passei a dedicar algumas horas aos números, passei de ano).

Meu pai, que foi barbeiro, depois de aposentado, explicando porque ia toda semana fazer cabelos e barbas no Asilo São Vicente de Paula: - É que eu gosto de ver como eles gostam...

Professora Zita Kiel na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina: - Toda civilização tanto pode decair quanto pode se regenerar, então temos de estar sempre atentos pra consertar a decadência e estimular a evolução!

Professor Iran Martin Sanches, em 1968, depois de convencer o jovem guevarista de que era melhor escrever impressos do que pichar muros: - Com jeito e com respeito se faz tudo!

Em 1969, diante da chegada do homem à Lua na tevê, alguém falando alto num bar: - Mas porque eles foram pegar pedras lá se tem tanta coisa por fazer aqui?

Paulo Leminski, depois de soltar uma baforada pelos bigodes: - O fato é que a existência é um enigma e a realidade é o maior dos mistérios!

Em 1984, no Vale do Anhangabaú em São Paulo tomado por comício das Diretas Já, depois de ver como “o maior presidente que o Brasil não teve”, o baixinho Tancredo Neves, começava a discursar bradando com sua grande voz de comício, alguém falou a meu lado: - Nossa, como ele cresce!

A amiga Clair Pavan diante de pilha de louças depois de um grande jantar: - Sabe aquela louça que ninguém quis encarar? É a louça que, você lavando, mais demonstra seu amor!

O amigo Aparecido Newton Bartholo, que morreria de câncer no pulmão: - O maior mal que o fumo me faz é incomodar os outros.

Moradora do Jardim Cláudia, início do que seria a Gleba Palhano, esbravejando na redação da Folha de Londrina lá por 1970, com sapatos em sacos plásticos nas mãos e sandálias nos pés: - A gente tem de embrulhar os sapatos depois de pegar o ônibus, senhor, porque viram botas de barro!

João Milanez apontando o repórter: - Fala com aquele moço ali, ele vai fazer uma reportagem desse barreiro. Jornal é pra isso! (Depois de asfaltado acesso ao bairro, a mulher voltaria ao jornal para agradecer sorridente com sapatos nos pés.)

Doutor Hosken de Novaes, ex-prefeito de Londrina e ex-governador do Paraná: - Eu nunca quis me candidatar a nada, sempre quiseram me candidatar. Porque mandato público, para quem é honesto, é um sacrifício.

José Richa, também ex-prefeito e ex-governador: - Me chamam de turcolento porque demoro pra resolver as coisas mas, na verdade, demoro porque sempre quero ouvir todo mundo pra resolver da melhor forma possível.

Amigo Apolo Mário, sobre amigos enfeitiçados por ideologias: - Não discuto com eles, só escuto, senão a gente perde a amizade, né.

Tio Clério Pellegrini: - Se a gente leva tudo muito a sério, a vida fica sem graça...

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A opinião do colunista não reflete, necessariamente, a da Folha de Londrina.