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| Foto: Reprodução



Coreia
A arte da guerra assim pode ser chamada só porque muitas vezes se assemelha a ficção. Pois não parece irreal um país pobre que só, como a Coreia do Norte, provocar a Roma de hoje como a pedir castigo? E não é cena de comédia aquele ditadorzinho rodeado de generais com seus quepes tão grandes como devem ser pequenos os cérebros?
Arrisquemos algumas previsões. Os Estados Unidos vão esperar mais mísseis coreanos, até angariar todo o apoio mundial possível, quem sabe até um acesso de bom senso de Putin, para só então, como no verso de Cartola, reduzir as ilusões a pó. E não colocarão sequer um fuzileiro em solo norte-coreano: com os satélites espionando tudo, sabem muito bem onde estão as usinas nucleares e as montadoras de mísseis. E recentemente testaram super-bomba (não atômica) capaz de arrebentar com uma área do tamanho da cidade de Londrina...
Sozinho então, isolado e impotente, mesmo se ainda cercado pelos seus generais de gibi, o ditadorzinho ficará como criança que briga para ficar com todos os brinquedos e depois fica sem ter com quem brincar.
Trump alardeará vitória. Putim acusará o imperialismo ianque, enquanto, aproveitando a confusão, abocanhará mais um pedaço da Ucrânia. A China apenas lamentará, sempre de olho no mercado americano. Mas esquerdóides de todo o mundo farão passeatas, gritando que o povo unido sempre acaba rouco. Artistas famosos espremerão seus assessores de imprensa para extrair declarações. Alguns dirão que tudo, de Temer ao Apocalipse, tudo é parte do mesmo golpe.
O ditadorzinho mandará sua tevê dizer que está arrependido e quer a paz e ajuda do mundo. A ONU aplaudirá e os EUA, aí sim, desembarcarão dólares, caça-níqueis e MacDonalds, e a Coreia logo conhecerá a obesidade que antes só o ditadorzinho ostentava.
Ele se exilará numa ilhota ironicamente no Pacífico, virando guru de turistas. Seu rosto sorridente será estampado em camisetas, forma infalível de fazer os revolucionários inofensivos.
Um míssil será transformado em monumento, quando descobrirão que não tinha bomba. Então o ditadorzinho revelará que sua guerra era um blefe, para a Coreia perder e ser adotada pelo mundo, forma de sair do buraco sem confessar o fracasso do socialismo que lá não funcionou. Ora, dirão, não funcionou em país nenhum; e ele dirá pois é, mas eu não sabia...

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| Foto: Dalva Vidotte/Divulgação



Notícia da Chácara

ANO NOVO
Na Londrina antiga, em setembro a florada do café sinalizava que o perigo das geadas tinha passado e nova safra viria, a melhor notícia para uma cidade que vivia da cafeicultura. Bom que isso passou e, hoje, a florada do café traz mais lembranças que esperanças, além de uma lição de qualificação.
Não veremos mais as imensas fogueiras para queimar tanto café ruim e, diminuindo a quantidade, conseguir bons preços, já que a qualidade do café era em geral sofrível. O café de hoje vem de cafeeiros melhorados, bem tratados por famílias com cultura cafeeira e técnicas atuais, com grande produtividade em pequenas propriedades, café de bebida boa e bom preço.
Mas seria tão bom sentir novamente o cheiro de café em torradeira manual girada sobre o fogo! Um dia, o nonno tinha acabado de torrar, bateram palmas no portão. Era um vizinho querendo café, que as lombrigas estavam se torcendo de vontade. Mas não era um vizinho de muro, o cheiro ia longe!
Sonhemos que Londrina ainda saberá explorar melhor sua história cafeeira, até com bares onde o café esteja na decoração, no cardápio, na qualidade de tudo e, tomara, até no ar, na forma do cheirinho de café torrado. E, como o ano cafeeiro começa em setembro, feliz Ano Novo!

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