Plaenge entrega Aura no Alto da Palhano
Noite especial reuniu convidados para celebrar mais uma etapa do Plaenge Parque Urbano
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de junho de 2026
Noite especial reuniu convidados para celebrar mais uma etapa do Plaenge Parque Urbano

Plaenge entrega Aura no Alto da Palhano
A Plaenge reuniu parceiros e clientes para celebrar a entrega de Aura no Alto da Palhano. Os convidados foram recebidos na área de lazer do empreendimento e puderam experimentar as sensações provocadas pela arquitetura e pelo paisagismo, pensados para se abrir ao entorno e incorporar o verde ao cotidiano. Com projeto arquitetônico e de interiores da Bohrer Arquitetos e paisagismo de Benedito Abbud, Aura é o terceiro edifício entregue no masterplan Plaenge Parque Urbano, uma quadra planejada pela marca a partir dos conceitos de biofilia e gentileza urbana. Para Rodolfo Sugeta, superintendente da Plaenge em Londrina, a noite teve um significado particular. "É um momento gratificante em que podemos reencontrar nossos clientes e comemorar essa etapa tão importante, tanto para a empresa quanto para os futuros moradores. Ao perceber essas esquinas com vida e com as pessoas usufruindo de tudo o que planejamos e projetamos, temos o sentimento de que seguimos o caminho certo", afirmou.





O Rio que ensina Londrina
O que se vê sobre o Rio de Janeiro por aí é “culpa” de Jonas Queirós. Atual coordenador de parcerias globais da Riotur, onde atua no fortalecimento das relações institucionais e na promoção nacional e internacional da cidade do Rio de Janeiro como destino turístico.
Queirós é um dos destaques do Conectur, o maior evento de inovação do turismo do Norte do Paraná que será realizado em Londrina, no dia 6 de julho, durante todo o dia, com inscrições gratuitas, no Parque de Exposições Ney Braga. Ele concedeu uma entrevista exclusiva à coluna.
Como grandes eventos podem ajudar a potencializar o turismo de uma cidade?
Os grandes eventos têm a capacidade de transformar a economia e a percepção de um destino. O Rio de Janeiro é um excelente exemplo disso. Ao longo dos últimos anos, a cidade entendeu que não bastava depender apenas dos seus atrativos naturais; era necessário construir um calendário robusto de eventos capaz de gerar fluxo turístico durante todo o ano. Hoje, eventos como o Carnaval, o Réveillon, Todo Mundo no Rio, os grandes shows, congressos, feiras de negócios e competições esportivas ajudam a reduzir a sazonalidade, aumentam a permanência dos visitantes e movimentam diversos setores da economia. Esse movimento gera um círculo virtuoso: quanto mais eventos uma cidade realiza, mais demanda turística ela cria. No caso do Rio de Janeiro, esse crescimento da demanda contribuiu diretamente para o fortalecimento da rede hoteleira, elevando taxas de ocupação e incentivando novos investimentos no setor. Da mesma forma, um calendário consistente oferece maior previsibilidade para as companhias aéreas, favorecendo a ampliação da malha aérea, a abertura de novas rotas e o aumento da frequência de voos nacionais e internacionais. Por isso, costumo dizer que os eventos são muito mais do que acontecimentos pontuais. Eles funcionam como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico. Quando uma cidade constrói um calendário de eventos forte e diversificado, ela fortalece o turismo, impulsiona a conectividade aérea, gera empregos, atrai investimentos e consolida sua marca como destino. Foi exatamente isso que o Rio de Janeiro fez, transformando eventos em uma das principais alavancas para o crescimento sustentável do turismo.
O que Londrina pode aprender com o Rio de Janeiro?
A principal lição é que toda cidade tem potencial turístico quando aprende a valorizar sua própria identidade. O Rio de Janeiro possui atrativos mundialmente conhecidos, mas seu sucesso não está apenas em suas paisagens. O grande diferencial foi compreender que o turismo é uma ferramenta de desenvolvimento econômico, social e urbano, que precisa ser planejada de forma estratégica e integrada. Além disso, utilizar a estratégia de exposição de dados como um grande aliado. Se eu tivesse que resumir uma das principais lições do Rio, ela estaria baseada em uma tríade fundamental: fortalecimento do calendário de eventos, ampliação da conectividade aérea e desenvolvimento dos meios de hospedagem. Esses três pilares se retroalimentam. Um calendário forte gera fluxo de visitantes; o aumento da demanda estimula a ampliação da malha aérea; e a maior movimentação turística fortalece a hotelaria e atrai novos investimentos. Quanto mais estruturado esse ecossistema, mais competitivo se torna o destino. Outro aprendizado importante foi a adoção dos princípios dos Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), metodologia que incentiva a gestão baseada em inovação, sustentabilidade, governança, acessibilidade e uso de dados para a tomada de decisão. O Rio vem avançando nessa agenda ao compreender que o turismo moderno exige planejamento, inteligência de mercado e integração entre diferentes setores da cidade. Não basta promover o destino; é preciso gerir o destino de forma inteligente. Talvez a maior lição de todas seja entender que o turismo precisa ser tratado como uma política de Estado, e não apenas de governo. Os destinos que mais crescem no mundo são aqueles que possuem estratégias de longo prazo, capazes de atravessar diferentes gestões sem perder sua direção. O fortalecimento do turismo exige continuidade, metas claras e uma visão compartilhada entre poder público, iniciativa privada, universidades e sociedade civil. Por isso, acredito que Londrina possui uma oportunidade extraordinária. Ao investir em um calendário robusto de eventos, fortalecer sua conectividade aérea, estimular a qualificação da hotelaria, adotar os princípios dos Destinos Turísticos Inteligentes e construir políticas públicas de longo prazo, a cidade poderá consolidar-se como uma das grandes referências turísticas e econômicas do interior do Brasil. O desenvolvimento turístico não acontece por acaso. Ele é resultado de planejamento, cooperação e continuidade. Foi isso que ajudou a transformar o Rio de Janeiro, e é isso que pode impulsionar o futuro de Londrina.
O que é necessário para uma cidade como Londrina implantar para transformar a realidade turística?
É fundamental ter planejamento, visão de longo prazo e governança. O turismo não acontece por acaso. É preciso investir na promoção do destino, na qualificação dos profissionais, na criação de um calendário consistente de eventos e na valorização dos atrativos locais. Mais do que infraestrutura, é necessário criar um sentimento coletivo de pertencimento, para que a própria população seja a primeira promotora da cidade. Quando a comunidade acredita no turismo, os resultados aparecem de forma muito mais consistente.



Ana Maziero
Colunista Social


