Grupo oferece apoio emocional a pais e mães enlutados

O Grupo de Amor Genuíno (G.A.G.) mantém uma iniciativa dedicada ao acolhimento de pais e mães que vivenciam o luto pela perda de um filho. Com encontros gratuitos realizados de forma online, o projeto busca oferecer um ambiente de respeito, escuta e apoio, permitindo que participantes compartilhem suas experiências com pessoas que enfrentam desafios semelhantes. O grupo foi criado por Lisa Molin após a morte de seu único filho. A partir dessa experiência, nasceu a proposta de reunir famílias em um espaço voltado ao acolhimento e à troca de vivências, contribuindo para que o processo de luto seja atravessado com suporte emocional e compreensão mútua. As reuniões acontecem semanalmente e são coordenadas pelo psicólogo Edenilson de Almeida, que acompanha os encontros e auxilia na condução das conversas. A proposta é oferecer um ambiente seguro para que cada participante possa falar sobre sua trajetória, ouvir outras histórias e encontrar apoio em uma rede construída a partir da empatia e da solidariedade. A participação é gratuita e aberta aos interessados. Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram @grupoamorgenuino ou pelo telefone (41) 98803-2519.

Edenilson de Almeida
Edenilson de Almeida | Foto: Divulgação

Liberdade financeira começa muito antes da aposentadoria

O planejador financeiro Gustavo Borges explica como comportamento, planejamento e decisões financeiras influenciam a construção de patrimônio e a liberdade de escolha ao longo da vida.

Você atende pessoas com renda alta que, mesmo ganhando muito bem, chegam a uma idade avançada sem reserva e precisam continuar trabalhando. O que costuma explicar esse padrão falta de planejamento ou algo mais profundo na relação da pessoa com o dinheiro?

Na minha experiência, é uma combinação dos dois, mas o principal é o comportamento. Eu costumo dizer que o brasileiro, principalmente quem tem uma renda mais alta, é muito otimista. Acredita que sempre vai ganhar mais, que vai sobrar dinheiro e que ainda terá tempo para construir patrimônio. O problema é que o tempo passa rápido e, quanto mais tarde a pessoa começa a se planejar, mais difícil fica. Além disso, muita gente acumula patrimônio, mas não constrói liberdade. O patrimônio precisa gerar renda, e não apenas aumentar as despesas.

Existe um 'ponto de virada' na vida de alguém em que essa relação muda de verdade? O que costuma disparar essa mudança e dá para provocar isso antes que a vida obrigue?

Na maioria das vezes, essa mudança acontece depois de um choque de realidade: uma perda de renda, um imprevisto ou simplesmente quando a aposentadoria começa a se aproximar. É nesse momento que muitas pessoas percebem que o tempo passou mais rápido do que imaginavam. Mas eu acredito que não é preciso esperar a vida obrigar. Quando a pessoa entende que o seu maior patrimônio não é o dinheiro, e sim o tempo e a liberdade de escolher como quer viver no futuro, ela passa a enxergar o planejamento financeiro de uma forma completamente diferente.


Para quem já passou dos 50 ou 60 anos e nunca guardou nada, ainda há tempo de construir uma reserva relevante? Como você estrutura esse plano com quem sente que 'já é tarde'?

Eu acredito que sim, ainda dá tempo, mas o caminho muda um pouco. Como o tempo já não joga mais a favor, o esforço financeiro tende a ser maior. Isso normalmente exige uma mudança de mentalidade, pois nesses casos é necessária uma revisão do padrão de vida. Em alguns casos, também faz sentido reorganizar o patrimônio, como, por exemplo, vender bens que só geram despesas. É importante entender que talvez não seja possível recuperar o tempo perdido, mas ainda é possível construir um futuro muito melhor do que continuar sem fazer nada.

E para quem está começando agora, ainda jovem e ganhando bem: quais são os três primeiros hábitos que você recomenda para não cair nesse mesmo padrão lá na frente?

O primeiro hábito é pagar o 'boleto do futuro'. Eu costumo dizer que investir deve ser tratado como uma conta obrigatória, um compromisso com o seu 'eu do futuro'. O segundo é não deixar que todo aumento de renda vire aumento de padrão de vida. É natural melhorar um pouco a qualidade de vida, mas uma parte desse crescimento precisa ser direcionada para construir patrimônio. E o terceiro é priorizar ativos que geram renda em vez de acumular bens que só geram despesas. O mais importante é entender que o dinheiro deve trabalhar para você, e não o contrário.

Conte rapidamente sua trajetória: nome, como você chegou a se especializar nessa relação entre comportamento e dinheiro, e há quanto tempo atua nesse trabalho?

Eu sou o Gustavo Borges e atuo há 16 anos no mercado financeiro. Ao longo dessa trajetória, percebi que a relação das pessoas com o dinheiro sempre foi muito mais emocional do que racional. As maiores dificuldades raramente estavam em escolher um investimento, mas em tomar boas decisões financeiras. Foi isso que me levou a me especializar em planejamento financeiro e conquistar a certificação CFP®, a principal certificação internacional da área. Hoje, meu trabalho é conectar investimentos, proteção, planejamento e comportamento em um único plano, para que cada decisão financeira esteja alinhada aos objetivos de vida de cada pessoa.

Gustavo Borges
Gustavo Borges | Foto: Divulgação
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