Estratégia com identidade
Thaciana Reis traduz experiência em posicionamento e mostra a força da comunicação no agronegócio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de maio de 2026
Thaciana Reis traduz experiência em posicionamento e mostra a força da comunicação no agronegócio
Estratégia com identidade
Com uma trajetória que une técnica, visão estratégica e presença, Thaciana Reis constrói uma atuação sólida no agronegócio brasileiro, conectando conhecimento, comunicação e resultado. Do campo aos palcos, leva sua experiência para além da operação, evidenciando que o crescimento no agro também passa por posicionamento, identidade e clareza na forma de se comunicar. Em sua visão, a liderança começa pela verdade, porque é a essência que realmente conecta e é isso que sustenta qualquer espaço ocupado com autoridade.
O agro mudou mas a forma como a mulher é percebida dentro dele mudou na mesma velocidade?
O agro reflete a sociedade, inclusive nos desafios. Por muito tempo, foi majoritariamente masculino, inclusive na formação, quando até os diplomas vinham no pronome masculino. Hoje, avançamos, com cerca de 37% da força de trabalho feminina, mas ainda estamos conquistando espaço nos cargos de decisão e isso não é exclusivo do agro.
Qual é o risco de uma mulher ser muito boa no que faz, e ainda assim não se posicionar?
O risco é perder espaço para outras pessoas não tão competentes, mas que são boas em posicionamento. Posicionar-se é ocupar um espaço que já é seu por direito. A natureza não permite vazios; tudo se reorganiza para buscar harmonia e, no mercado de trabalho, não é diferente.
De que forma o Jiu-Jitsu influencia sua tomada de decisão no agro nos momentos em que tudo exige precisão e controle?
Gosto de pensar no jiu-jitsu como cinco pilares: postura, presença, resiliência, ação e repetição. Quando você aprende esses valores disciplina, autocontrole e, principalmente, observação do oponente consegue manter a mente limpa para se antecipar aos movimentos e usar a força dele a seu favor, que é o princípio da arte suave.
Qual foi a decisão mais difícil da sua trajetória e o que ela te ensinou sobre liderança feminina?
A decisão mais difícil da minha trajetória foi assumir minha sexualidade. Isso me ensinou que a liderança começa pela verdade, porque é a essência que realmente conecta. Hoje, eu diria para a Thaciana do início que vale a pena empreender em si mesma, porque, no fim das contas, sempre será você com você mesma e é isso que sustenta qualquer espaço que você queira ocupar com autoridade.

Talento londrinense em destaque nacional
O londrinense Pedro Massi acaba de ser reconhecido entre os Top 15 profissionais de Marketing Digital do Brasil pelo ranking da Favikon, plataforma internacional que destaca as principais lideranças do setor. A lista reúne nomes de peso, como Renata Gomide, Rafael Kiso, João Branco e Walter Longo, colocando Pedro entre as maiores referências do país. O reconhecimento vem de uma atuação consistente na construção de posicionamento estratégico e influência no ambiente digital, especialmente no LinkedIn.

Vozes femininas em destaque
Mulheres na Paiquerê 91,7 celebra dois anos consolidado como um dos programas mais prestigiados da cidade. Apresentado por Chris Magaldes, o programa vem conquistando público e reconhecimento ao abrir espaço para histórias inspiradoras, debates atuais e entrevistas marcantes com grandes nomes femininos de diferentes segmentos. Com uma condução sensível, inteligente e plural, Chris Magaldes transformou o programa em uma verdadeira vitrine do protagonismo feminino. Ao longo desses dois anos, passaram pelos microfones empresárias, médicas, artistas, líderes, especialistas, influenciadoras e mulheres que se destacam por suas trajetórias e impacto na sociedade. Mais do que um programa de entrevistas, tornou-se referência por valorizar conteúdo relevante, conexões humanas e temas que dialogam diretamente com o universo feminino. Nos bastidores da comunicação e do marketing há muitos anos, Chris Magaldes sempre atuou impulsionando marcas, empresários e projetos de destaque. No entanto, foi à frente dos microfones que revelou também sua força como comunicadora, entrevistadora e apresentadora, conduzindo cada edição com autenticidade, preparo e carisma. O crescimento da audiência ao longo desse período confirma o sucesso da proposta editorial do programa, que hoje já é considerado um dos mais badalados da cidade, reunindo nomes de destaque e despertando cada vez mais interesse de mulheres que desejam compartilhar suas histórias no espaço. Para Chris, o programa representa não apenas uma conquista profissional, mas também a realização de um propósito: dar voz a mulheres fortes, inspiradoras e transformadoras.

Força editorial em destaque
À frente da Engenho das Letras, Michele Bannwart acompanha de perto um movimento que coloca Londrina em evidência também no campo editorial. De advogada e professora a editora, transformou a escuta, a orientação acadêmica e o cuidado com a palavra em um negócio voltado à publicação de livros, formação de autores e preservação de memórias. Criada em 2019, a editora já ultrapassa a marca de cem obras publicadas e projeta cerca de 40 novos títulos para 2026, em um mercado que une tradição, tecnologia e novos leitores. A conversa com Michele percorre os bastidores da produção editorial, a força dos autores locais e a relação de Londrina com a literatura, além dos lançamentos previstos para o próximo ano.

Michele, a Engenho das Letras nasceu em 2019 e já ultrapassou a marca de cem livros editados. O que esse crescimento revela sobre o mercado editorial em Londrina?
O crescimento da Engenho das Letras, revela, em princípio, a democratização do acesso ao mercado editorial, a possiblidade do nascimento de pequenas e médias editoras, mas especialmente, como consequência do avanço tecnológico, o surgimento das impressoras digitais. Tradicionalmente, as grandes e médias editoras escolhem editar livros de autores já conhecidos pelo grande público, por conta do alto custo do processo. Sendo o papel e a tinta commodities, a engenharia para realizar a equação é complexa. Embora recente, a chegada da impressora digital anunciou uma era completamente nova, onde foi possível imprimir poucos exemplares com a mesma qualidade das custosas máquinas offset. Com a diminuição dos custos e o acesso a editoras praticamente boutiques, tem sido possível um crescimento sustentável. Desse modo, o acesso ao sonhado livro tem se tornado cada vez mais próximo aos Autores, posto que desconhecidos, extremamente talentosos, bem como, conhecedores da técnica.
Você percebe que há hoje mais autores, pesquisadores e profissionais interessados em transformar suas histórias, estudos ou memórias em livro? O que mudou nesse perfil nos últimos anos?
Presenciamos um grande número de pessoas interessadas em publicar suas histórias e pesquisas. Nas Universidades Públicas essa prática é normal e comum, tendo em conta a tríade: ensino, pesquisa e extensão. Um aumento expressivo tem sido as publicações de histórias de famílias, pois sem a origem não existe continuidade (lembrada por Zueleide C. de Paula). A necessidade de se conhecer as raízes, a conexão com as origens, o pertencimento ao legado (antepassados) e o desejo de deixar como herança “histórias” para além daquelas conhecidas dos avós, tem aumento a procura por publicações nessa área.
Londrina ainda está fora dos grandes centros editoriais do país, mas tem mostrado força cultural e acadêmica. Quais são as vantagens e os desafios de produzir livros a partir daqui?
Londrina é uma referência em cultura. Nunca podemos perder de vista a referência dos festivais internacionais de música, do teatro, entre outros. Além de ser uma referência na cultura também é uma referência na educação, a exemplo da Universidade Estadual de Londrina e a PUC/Londrina. Esse encontro festivo entre a educação de excelência e da arte enquanto valorização da criatividade que amplia a percepção de visão de mundo e visão crítica, faz com que Londrina continue sendo um celeiro importante para as transformações necessárias visando conexão e humanidade.
Em tempos de tecnologia, redes sociais e inteligência artificial, qual é o papel do olhar humano do editor na construção de um livro?
Essa é uma excelente e difícil pergunta. É excelente em identificar que existe um papel para ser cumprido pelo editor na mediação entre a arte e a educação até a publicação de uma Obra. Enxergar o potencial, mostrar que ninguém irá legitimar o Autor a não ser ele mesmo, esclarecer que não há travessia solitária, indicar pessoas que ajudem a atravessar essa ponte que já foi construída é exatamente o papel do Editor. São essas pessoas, os revisores, os designers, os capistas, os leitores críticos, os ghosts writers. A dificuldade em responder a pergunta se dá no sentido de motivar as pessoas a descobrirem prazer, também, além das telas e a fugir da armadilha de serem vistos e tratados muitas vezes, apenas como números.
Para quem sonha em publicar, mas ainda acha que sua história não é importante o bastante, que conselho você daria?
Venha conversar e tomar um café conosco (rs)! Você será acolhido com o simples, mas sem simplicidade. Será um prazer compartilharmos nossa experiência ao longo dessa trajetória que fez tantos livros e amigos.


Ana Maziero
Colunista Social


