De advogada e professora a editora de livros, Michele Christiane de Souza Bannwart, mestre em direito, percorreu um caminho sem volta. À frente da Editora Engenho das Letras, criada em janeiro de 2019, mergulhou nesse universo ainda quando orientava seus alunos nos trabalhos e conclusão de curso. Desde então, já editou mais de cem livros e a expectativa é que outros 40 sejam editados somente em 2026 em um mercado que, apesar de o brasileiro ainda ler pouco, é forte e vive em constante transformação. Confira trechos da entrevista exclusiva que ela concedeu à coluna.

Como e por que você fez uma transição de carreira da docência para a edição de livros?

A transição da carreira docente para a atividade de editora de livros ocorreu por influência do meu marido, Clodomiro Bannwart, e por grande apreço aos livros. Em uma das universidades que trabalhava, havia carga horária para orientação de trabalhos de conclusão de curso, de modo que, uma vez por semana, por aproximadamente uma hora, me encontrava individualmente com os alunos e alunas para orientações. Tornou-se uma via de mão dupla. Orientava e aprendia muito. Aquela atividade me trouxe grandes alegrias, entusiasmo e o desejo de editar livros a partir da relação entre a escuta atenta e o direcionamento do caminho científico. Foi uma experiência muito frutífera permeada por um verdadeiro interesse em se fazer pesquisa e, de fato, compreender o resultado dela dentro do campo legal e social.

Como você vê o trabalho que você faz? O que significa editar um livro?

Vejo a atividade editorial como algo essencialmente prazerosa. Editar um livro significa mergulhar em um macrocosmo cultural. No momento da edição todas as experiências emergem. A lembrança de uma ópera, a letra de uma música, um filme assistido, a recordação daquele rótulo de vinho que ficou registrado na memória, um monumento marcante, uma exposição visitada naquele museu favorito, as idiossincrasias vividas dentro de um metrô, uma conversa despretensiosa. O modo de perceber o mundo reverbera nas escolhas de referências para a criação da capa de um livro, do conhecimento do porquê da criação das fontes e das tecnologias que surgem a todo momento auxiliando não apenas na beleza, na delicadeza, mas, também, na leiturabilidade e legibilidade. Esse modo de ler o mundo colabora na difícil equação de se privilegiar uma leitura crítica sem deixar de levar em consideração a importância de se comunicar com leitores num sentido mais amplo com todos os desafios de um povo que, com todos os avanços, ainda lê pouco. Mas de todos os desafios, para mim, o maior é ter a sensibilidade de escuta enquanto mediadora entre o escritor e os leitores visando sua formação e transformação.

Na sua avaliação, como está o mercado editorial hoje no Brasil?

Em que pese os impasses, o mercado editorial no Brasil é forte e permanece em transformação. É forte em termos de capilaridade nas edições, qualidade, diversidade de títulos, prêmios Jabutis concedidos a pequenas editoras, sucesso do Programa Nacional do Livro e do material didático, felizmente maior abertura cultural e ocupação de espaços pelas minorias em um setor que também é muito concentrado. Permanece em transformação a exemplo do crescimento do mercado digital com as vendas de e-book e audiolivros, da entrada das editoras no e-commerce e das novas tecnologias.

Assinatura Pamplona em desfile de noivos

Os figurinos assinados por Flávio Pamplona Alfaiataria tomaram conta das passarelas do desfile de lançamento da nova coleção de vestidos de noivas da Marbô, chamada Essência e Eternidade. O evento foi realizado no Jurema Águas Quentes e movimentou assessores e cerimonialistas de Londrina e Maringá. A escolha da alfaiataria masculina, com sugestões para os noivos, ficou a cargo do consultor de imagem Davi Pamplona, que agora assume a gerência da unidade Flávio Pamplona Alfaiataria em Maringá. Davi não apenas participou do evento, como, também, apresentou as possibilidades de figurinos aos que estavam presentes, além de assinar a escolha de cada look. As fotos são de Mansano.

Imagem ilustrativa da imagem Entre livros, escuta e conhecimento
| Foto: Mansano

Curso celebra os 800 anos de São Francisco de Assis

A I Bravissimi - Associação Cultural Italiana de Londrina promove um curso de férias online (ao vivo), em português e com certificado de participação, dedicado à trajetória de São Francisco de Assis. A iniciativa celebra os 800 anos de uma das principais referências da cultura e da espiritualidade italiana, trazendo ao público reflexões sobre seu legado histórico, linguístico, artístico e espiritual para a humanidade. O curso acontece em quatro quintas-feiras, nos dias 22 e 29 de janeiro, 5 e 12 de fevereiro, sempre das 19h às 20h, com aulas conduzidas por especialistas de diferentes áreas. A programação conta com Frei Sidney Machado, André Pellegrinelli, Rafael Sozzi e Bruna Sahão, abordando desde a vida e espiritualidade de São Francisco até o contexto medieval, a língua do período e sua representação na arte. As inscrições estão abertas, com vagas limitadas, e podem ser feitas pelo site da I Bravissimi. É possível participar de todo o curso ou de módulos avulsos. Informações sobre valores e detalhes adicionais estão disponíveis na plataforma da instituição. Contato: (43) 99957-7031 (WhatsApp).

mockup