Direito, humanidade e propósito: 40 anos dedicados à vida
Nilza Sacoman fala sobre empatia, espiritualidade e o compromisso que transforma a advocacia em missão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Nilza Sacoman fala sobre empatia, espiritualidade e o compromisso que transforma a advocacia em missão

Com uma trajetória marcada pela competência técnica e, sobretudo, pelo cuidado com as pessoas, Nilza Sacoman compartilha, nesta entrevista, um pouco de sua experiência profissional e sua visão sobre saúde, equilíbrio e propósito, em uma conversa leve e inspiradora.
Sua carreira é marcada por decisões que impactam diretamente a vida das pessoas. O que mais mudou em você, como profissional e como pessoa, ao atuar diariamente com o direito da saúde?
Como profissional, desenvolvi um olhar ainda mais empático para aqueles que enfrentam dramas na área da saúde. Como pessoa, passei a ter uma preocupação maior com a minha própria saúde, entendendo que o cuidado começa por nós.
Em um campo tão sensível quanto o da saúde, onde técnica jurídica e humanidade caminham juntas, qual princípio você não abre mão na sua atuação?
O princípio da humanidade.
Ao longo da sua trajetória, em que momento você sentiu que sua advocacia deixou de ser apenas exercício profissional e passou a ser também um posicionamento?
Escolhi ser advogada desde o início da minha carreira. Há 40 anos, exerço a profissão com a convicção de que ela é um verdadeiro sacerdócio. Meu compromisso é integral, meu celular permanece ligado 24 horas por dia, pois compreendo que, na área da saúde, o tempo pode ser determinante.
Fora dos tribunais e dos processos, o que sustenta sua clareza, equilíbrio e firmeza para seguir defendendo direitos em um ambiente tão desafiador?
O que me sustenta é a busca constante pela espiritualidade e pela religiosidade, que me dão equilíbrio e direção.
Aulas de circo
Em sua segunda edição, o projeto Circo Livre oferece oficinas gratuitas de artes circenses na zona norte de Londrina. Realizada pelo coletivo Hiber Circus, a iniciativa conta com patrocínio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) via Secretaria Municipal de Cultura de Londrina. As aulas serão realizadas no espaço Norte Cultural, localizado na Rua Lino Sachetin, 498, bairro Luiz de Sá. Para participar das oficinas é necessário se inscrever de forma on-line ou presencialmente no Norte Cultural, durante o horário das aulas. O projeto oferta 40 vagas, que serão distribuídas entre duas turmas de crianças a partir de 6 anos, jovens e adultos sem a necessidade de experiência prévia. Com duração de 10 meses, as aulas iniciam em 19 de fevereiro. Mais informações estão disponíveis na página do projeto no Instagram, @projetocircolivre.
O turismo tem voz feminina
No contexto do Dia Internacional da Mulher, um dado chama atenção: mulheres influenciam ou decidem mais de 70% das viagens no mundo, segundo a Organização Mundial do Turismo. Mais do que números, o cenário revela uma transformação silenciosa e estratégica na forma de viajar. A empresária e curadora Carmita Ribeiro, criadora do projeto Mala Vermelha pelo Mundo, acompanha essa mudança de perto. Com vivência em mais de 65 países e atuação consolidada no turismo de alto padrão, ela observa que a mulher contemporânea não busca apenas destinos, mas significado. “Viajar passou a ser uma extensão das escolhas que a mulher faz na vida. Não é apenas sobre ir, mas sobre ocupar o mundo com propósito e segurança”. Planejamento, informação e curadoria autoral tornaram-se sinônimos de liberdade. Para Carmita, o luxo está na escolha consciente e na experiência bem construída. “Planejar é um ato de cuidado. Quando sabemos onde estamos pisando, relaxamos e aproveitamos de verdade.” Em um setor antes marcado por padronização, cresce a valorização de experiências personalizadas, alinhadas a repertório cultural, bem-estar e autenticidade. O futuro do turismo de experiência, ao que tudo indica, tem olhar feminino atento, estratégico e cada vez mais protagonista.



Ana Maziero
Colunista Social


