Oficialmente, o Dia do Agricultor se comemora em 28 de julho, no Brasil. A data faz referência à criação do primeiro Ministério do Brasil; o da Agricultura, em 1960. A data é uma homenagem a todos os que trabalham com a produção agrícola, considerada a mais antiga profissão do planeta.

O Brasil começou na atividade agrícola com a extração do pau-brasil, passando seguidamente pela produção da cana-de-açúcar, do cacau, do café e, mais recentemente, da soja, a qual alçou o país à posição de maior produtor e exportador mundial da leguminosa, sem vislumbrar-se perspectivas de ser superado por outros competidores no curto, médio e longo prazos.

Inicialmente utilizando equipamentos rústicos (enxada e carro de boi), o agricultor avançou com persistência até acessar os modernos tratores, semeadoras e colhedoras. Apesar das recorrentes contrariedades climáticas (estiagens, geadas…) e sanitárias (ferrugem asiática, mofo branco…), ele não desistiu da nobre missão de produzir comida para as pessoas, dentro e fora do país. Mesmo no período da pandemia, que freou a economia mundial, o agricultor não parou e, como consequência, vemos no horizonte do agro brasileiro uma nova safra recorde.

Simultaneamente à adoção das modernidades dos equipamentos de plantio, manejo e colheita, vieram as revolucionárias tecnologias de produção (sistema plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, conectividade, genética avançada (transgenia), tecnologias digitais, entre outras), que fizeram os agricultores avançarem para usufruir do atual êxito de colher sucessivas supersafras e gerar superávits recordes para a balança comercial do país: montante superior a R$ 1,1 trilhão, em 2020. É muito gratificante observar esse trabalhador cada vez mais antenado e profissional, e poder atribuir a ele a glória de ser o principal responsável pelo sucesso do agronegócio nacional, setor impulsionador da economia do País.

Não é só o 28 de julho que deve ser comemorado como o dia do agricultor. Na verdade, todos os dias do ano são dias do agricultor. No período da pandemia, o agro foi o único setor que cresceu, porque o agricultor não parou e está cada vez mais antenado com o mundo da tecnologia, razão pela qual seus rendimentos são maiores a cada nova temporada. É o crescimento da produtividade e não o aumento da área pelo desmatamento, o principal responsável pelos recordes seguidos de produção do Brasil.

É pela dedicação do agricultor aos campos de produção que milhares de pessoas têm acesso a alimentos mais baratos e a outros insumos fundamentais para o desenvolvimento do país. Mesmo em tempos de pandemia, quando os demais cidadãos se recolheram à segurança do seu lar, eles não pararam, na nobre missão de garantir o alimento que consumimos ou a roupa que vestimos.

O agro é essencial e não pode parar para que o Brasil possa continuar respirando.

O agricultor brasileiro é protagonista na produção de alimentos e fibras de qualidade e sustentáveis para o mercado nacional e internacional. Esse protagonismo é resultado das boas práticas e das modernas tecnologias adotadas por ele. A tecnologia é responsável por manter o setor em alta, sempre buscando aumento de produtividade. Comemorar a saga do agricultor brasileiro é celebrar a construção de uma agricultura vitoriosa, com enorme potencial de crescimento.

Como todos os dias são Dia do Agricultor, muito obrigado a esses profissionais que, com eficiência e dedicação, movem a economia do Brasil e alimentam o mundo.

Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

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