Sangue artificial, massa que simula pele machucada, roupas rasgadas e um objetivo em comum: fazer amigos. Estes foram os elementos que uniram cerca de 40 pessoas na tarde de ontem na 1 Zombie Walk de Londrina. O evento, que já é realizado há vários anos nas principais capitais do País, chegou à cidade e reuniu os admiradores de filmes e jogos de horror.
A ideia de fazer a caminhada partiu de um grupo de jovens que montou uma comunidade em uma rede social da internet para discutir o assunto. Conforme João Paulo Batista Alves, a proposta é encontrar outras pessoas que gostem dos mesmos temas. ''É uma forma de conhecer gente que têm algo em comum. Vamos caminhar do cemitério São Pedro, até um bar próximo e lá teremos show de várias bandas que tocam músicas nos estilos horror punk, punk rock e hardcore'', disse, explicando que esses são os estilos musicais que mais agradam os ''zumbis''.
Entre os participantes da caminhada estavam pessoas de diversas idades e profissões. Antonio Carlos Rizzi tem 25 anos, é professor, e disse que conheceu o movimento por amigos que também gostam do tema. ''Acho que já estava na hora de acontecer esse evento em Londrina. Várias cidades já realizaram. Fiquei com medo de vir todo caracterizado e não encontrar mais ninguém vestido. Mas a diversão está em arriscar e o pessoal compareceu animado'', disse.
Eunice de Paula é mãe de Ocimar Ramos Góes Filho, 9 anos, e Eliza de Paula Soares, 18 anos. Ela aprova e incentiva a participação dos filhos na caminhada. ''Acho saudável, é uma maneira de mostrar o que eles sentem sem agredir ninguém. Minha filha já participou da Zombie Walk em outras cidades, acho interessante e eles se divertem'', afirmou.
Para Vicente Aparecido Lopes, mais do que fazer amigos, o seu objetivo é fazer as pessoas sentirem medo e ''agitar'' a cidade. ''Buscamos informações na internet para fazer a maquiagem certa, acompanhamos a comunidade e decidimos vir participar'', comentou.

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