Para quem não conhece o problema, a existência de um Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (Gapz) pode parecer brincadeira ou futilidade. Mas, quem é portador de zumbido, ou sabe de suas implicações, reconhece a importância desse trabalho. O auditório lotado no setor de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na segunda reunião do Gapz, este ano, reforça a seriedade do problema que atinge uma em cada cinco pessoas.
A coordenadora do Gapz, em Curitiba, a médica otorrinolaringologista, Rita de Cassia Mendes, explica que o zumbido, na maioria dos casos, está relacionado à perda de audição. E, por falta de informação sobre como tratar e controlar o problema, os portadores podem acabar desencadeando outras doenças como estresse e depressão por causa do incômodo causado pelo som que escutam no ouvido ou cabeça, mesmo sem que haja qualquer outro ruído ambiente.
"O zumbido não vem de uma origem só. É preciso uma avaliação médica individual para identificar a causa e estabelecer o tratamento indicado para cada caso", esclareceu. Tanto que o Gapz - criado há 10 anos em São Paulo - envolve, também, psicólogos, fisioterapeutas, ortodontistas, entre outros profissionais, pois a origem pode ser emocional, de apertamentos dentários ou de tensões musculares, por exemplo.
O servidor público Plínio Rogério Busetti participou, ontem, pela primeira vez de uma reunião do Gapz, e saiu de lá com a convicção de procurar um especialista para identificar a causa de seu problema. "Só haviam me dito que teria que conviver com isso", disse ele, que começou a ter zumbido há sete anos. No Gapz, os portadores recebem informações sobre o assunto, os aspectos emocionais e a terapia de habituação para aprender a conviver com o problema e evitar que interfira na sua saúde física e mental.
Serviço - As reuniões do Gapz ocorrem na primeira sexta-feira do mês, das 14 às 16 horas. Outras informações pelo telefone (41) 3225-1665 ou pelo e-mail: [email protected].

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