O delegado afastado de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) José Antônio Zuba de Oliva, 41 anos, voltou a ocupar uma cela especial no 2º Distrito Policial de Londrina. Ele deixou, ontem de manhã, a clínica particular onde estava internado desde meados de janeiro, um dia depois de a Justiça autorizar a realização de uma perícia para comprovar a necessidade de acompanhamento médico.
Zuba deixou a clínia acompanhado do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André. O delegado afastado, os escrivães Otacílio Sales Grube, 43 anos, e Sebastião Aparecido de Oliveira, 54 anos, e mais três policiais rodoviários foram presos pela PIC, em dezembro do ano passado, acusados de concussão (extorsão praticada por funcionários públicos).
André informou que o Departamento de Polícia Civil do Estado designou o delegado Valdir Fernandes para ocupar a vaga de delegado-titular de Ibiporã. Ele tem oito dias para assumir. Por enquanto, a delegacia do município continua sem escrivão titular. André explicou que o problema deverá ser contornado de acordo com o artigo 808 do Código de Processo Penal, que prevê, na falta de um escrivão, que o delegado poderá indicar uma pessoa idônea para exercer a função.
Zuba e os demais policiais envolvidos na acusação de concussão foram presos em 21 de dezembro. Desde então, ele passou a apresentar problemas de saúde depressão e hipertensão e estava internado desde o dia 13 de janeiro numa clínica particular em Londrina. Devido às internações, a Promotoria da Vara Criminal do Fórum de Ibiporã solicitou ao juiz titular, Sérgio Aziz Neme, que fosse feita uma perícia médica por um profissional indicado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Caso ficasse comprovada a necessidade de acompanhamento médico, Zuba poderia ser transferido para o Complexo Médico Penal, em Curitiba. Com a volta dele para o 2º DP, a perícia foi adiada mas poderá ser realizada caso volte a apresentar problemas de saúde.
Os policiaia estão presos sob acusação de que eles teriam tentado extorquir a universitária Sandra Cristina Rosa. Conforme a denúncia, ela e o marido, José Ricardo de Almeida, teriam sido detidos por suspeita de receberem tratores roubados e, na delegacia de Ibiporã, os policiais teriam exigido o carro do casal um Passat alemão avaliado em R$ 15 mil como pagamento para livrá-los da prisão em flagrante. Zuba e os escrivães aguardam presos o julgamento. Já os policiais rodoviários respondem em liberdade às acusações na Justiça Militar.

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