O delegado afastado de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), José Antônio Zuba de Oliva, 41 anos, foi transferido novamente da cela que ocupava no 2º Distrito Policial de Londrina para uma clínica particular. Desde que foi preso, em dezembro, Zuba passou mais tempo no hospital do que detido numa cela. Ele, dois escrivães e outros três policiais rodoviários foram presos acusados de concussão (extorsão praticada por funcionários públicos). Em razão da instabilidade na saúde do delegado, a Promotoria da Vara Criminal de Ibiporã reiterou o pedido para que seja feita uma perícia médica em Zuba.
O delegado e os demais policiais foram presos em 22 de dezembro de 2003, acusados de terem tentado extorquir um casal. No dia seguinte, passou mal e foi internado num hospital especializado em doenças cardíacas. Na véspera de Natal, ele retornou para o distrito. Em 13 de janeiro deste ano, o delegado foi internado na clínica psiquiátrica, de onde só teve alta no dia 12 de fevereiro. Anteontem, ele retornou para a mesma instituição onde permanece sob cuidados médicos. Fazendo as contas, ele foi preso há 60 dias, dos quais 32 foram cumpridos em um leito de hospital.
Ontem, a Promotoria Criminal de Ibiporã reforçou o pedido feito em fevereiro à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) para que Zuba seja submetido a uma perícia por um médico indicado pelo Estado. Caso fique comprovada a necessidade de acompanhamento médico, o delegado poderá ser transferido para o Complexo Médico Penal, em Curitiba.
Depois que Zuba foi afastado do cargo, a Delegacia de Ibiporã passou a trabalhar com delegados interinos. Um deles, Valdir Fernandes, chegou a ser anunciado como titular mas sua nomeação não se confirmou. Apenas ontem, a assessoria da Sesp confirmou que o delegado de Realeza (75 km a oeste de Francisco Beltrão), Nagib Nassif Palma, foi nomeado e deverá assumir o posto até o final da próxima semana. Ele também irá dirigir a Escola Superior de Polícia Civil de Ibiporã.
Zuba e os escrivães aguardam presos o julgamento. Os policiais rodoviários respondem em liberdade às acusações na Justiça Militar.

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