ZS continua lotado, mesmo após ampliação
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Reinaugurado em março deste ano com a promessa de desafogar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital da Zona Sul de Londrina continua enfrentando problema de superlotação. Quase cinco meses após a conclusão da obra, a instituição planejada para oferecer 130 vagas, mas que atualmente opera com capacidade de 46 leitos, atendia ontem 59 pacientes. São 25 vagas para clínica, 12 para pediatria e nove para cirurgias.
Na época da entrega da reconstrução do prédio, foi anunciado que o complexo passaria de 41 para 130 leitos, sendo 30 para observação e o restante para internação. Mas, por falta de funcionários, a maior parte da capacidade continua sem ser utilizada.
De acordo com a diretora-geral interina, Maura Silveira, como a estrutura física já está pronta, o hospital não assiste mais cenas de pacientes sendo atendidos em macas nos corredores. A falta de funcionários, entretanto, impede que mais gente seja atendida. Com relação aos equipamentos necessários à ampliação do atendimento, ela informou que 80% do material já foi adquirido.
O prédio, que ocupava 1,5 mil metros quadrados, passou a contabilizar 5,6 mil metros de área construída após a reforma. O número de funcionários, conforme anunciado na cerimônia de reinauguração, deve aumentar de 226 para 432 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e auxiliares, quando o processo de contratação for finalizado. Foram investidos na ampliação R$ 9,6 milhões pelo Governo do Estado.
O chefe da 17 Regional de Saúde, Adilson Castro, informou que o concurso para contratar aproximadamente 900 funcionários para os hospitais da Zona Sul e Zona Norte - que ainda passa por obras de ampliação - foi realizado no final do ano passado, antes mesmo da reconstrução ser concluída. O processo, segundo ele, encontra-se em fase de encaminhamento para a Casa Civil para que o governador Orlando Pessutti possa fazer o decreto de nomeação.
''Não dá para precisar uma data exata, mas os funcionários estarão disponíveis em breve'', esclareceu. Ele informou, também, que a ampliação do Hospital Zona Norte ficará pronta em setembro, o que contribuirá para desafogar a demanda do SUS na cidade. Com a obra, a instituição passará de 65 para 130 leitos.
Sobre a superlotação, ele creditou o quadro ao fechamento do PS do HU por causa da contaminação por uma bactéria resistente e também à sazonalidade. ''Essa época de final de inverno tem superlotação porque os idosos adoecem por problemas pulmonares.''
Espera
Na sala de espera do Pronto Socorro do Zona Sul, a dona de casa Yussara Gaspareto aguardava atendimento por mais de duas horas, ontem à tarde. Acompanhada pelo filho, o industriário Rodrigo Roncareti, ela lamentou o longo tempo para tentar minimizar o mal-estar que sentia.
Moradora do jardim Adriana (Zona Sul), a paciente tinha expectativa de que o atendimento melhorasse com a reforma, o que, na opinião dela, não se confirmou. ''Para mim, essa demora mostra que os governantes tiveram mais preocupação em mostrar a obra do que com o atendimento da população'', criticou Roncareti.
Maria Borini da Silva, 82, também lamentou as duas horas de espera para ser atendida. ''É muito tempo sentada. Já tenho bastante idade e sinto muitas dores quando fico na mesma posição por longos períodos.''


