Em dias de frio intenso, como o de hoje, as aves, saguis e répteis que vivem no Zoológico Parque Iguaçu e no Passeio Público, em Curitiba, são recolhidos em câmeras fechadas de alvenaria. As câmeras, cujos telhados são de vidro, absorvem o calor do sol aquecendo os animais. Há ainda uma sala de manutenção aquecida por ar-condicionado. Nela são abrigados os filhotes e animais que ficam doentes. Outro método utilizado é o in-door. Por este sistema, os ninhos, que ficam sobre caixotes de madeira, são aquecidos por lâmpadas. Já para proteger as araras e papagaios, que são provenientes do clima tropical, usa-se apenas um plástico sobre os viveiros.
O diretor do Departamento Zoológico do Parque Iguaçu e do Passeio Público, Luiz Roberto Francisco, contou que desde que foram construídos estes recintos adequados para manejo dos animais no inverno, há cerca de três anos, a mortalidade caiu em quase 100%. De acordo com Francisco, as aves são as que mais sofrem com o frio por serem naturais de regiões quentes como a Amazônia, Nordeste e Centro-Oeste. Existem cerca de 1,5 mil animais no zoológico e no Passeio Público.

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