Zoológico do Parque Ingá é desativado
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quarta-feira, 08 de agosto de 2007
Giancarlo Franquini<br>Especial para a FOLHA 
Maringá - O Parque Ingá, em Maringá, não abrigará mais animais. Os bichos estão sendo retirados para que o local passe por uma revitalização. Nas últimas duas semanas foram retirados o macaco-aranha, araras, jabutis, cágados, tigres d'água e o veado catingueiro. Muitas outras espécies ainda esperam para serem transferidos como leões, cachorros-do-mato, gatos-do-mato e onça. O Ibama está encontrando os locais ideais para cada tipo de animal. Alguns estão indo para zoológicos e outros para criadores autorizados.
De acordo com a gerente do parque, a bióloga Anna Christina Esper Amaro de Faria, esses animais carnívoros são mais difíceis de serem transferidos, porque precisam de cuidados mais específicos. Ela acredita que os leões serão os últimos a deixar o parque, uma vez que é mais complicado encontrar um lugar para eles. ''Existem muitos leões que são abandonados por circos e também precisam ser acolhidos. Outro problema é a alimentação, uma vez que o casal de leões come cerca de 10 quilos de carne, cada um, por dia e não é qualquer lugar que pode arcar com essa despesa'', comenta.
As outras espécies que vivem soltas no parque como quatis, cutias, macacos e aves serão acompanhadas constantemente para evitar problemas de superpopulações, como ocorre hoje no Bosque, onde os macacos já começaram a invadir casas da vizinhança à procura de alimento. O estudo sobre a reserva também contou esses animais e fez uma descoberta surpreendente. Hoje vivem no Parque do Ingá 235 espécies, entre mamíferos, aves e insetos.
Os pesquisadores descobriram que vivem no local nove espécies de morcegos diferentes e um tipo de rã, que não existe em outros locais da cidade. ''Essa rã não tem em outros bosques, por isso é tão importante preservar a mata nativa do parque'', argumenta.
No estudo que apontou a necessidade da retirada, ficou constatado que constatado que os espaços e as jaulas não oferecem um ambiente ideal para os animais. E para melhorar esses locais seria necessário derrubar a mata nativa. A direção do parque achou melhor retirar os animais e investir em outros atrativos para preservar a reserva de mata nativa. Segundo a gerente do parque, ainda não existe um prazo para retirada de todos os animais.
Ainda sobre a pesquisa, Anna conta que desde a inauguração do parque, em 1971, não foi feita um trabalho tão detalhado de identificação da fauna e da flora, além do plano de manejo para os próximos anos. Todo estudo deverá ser apresentado depois de setembro e até lá, ela espera que o zoológico esteja desativado.


