Albari RosaFilhote de cervo nobre, nascido há uma semana, entre os adultos da espécie: mais um exemplo de caso bem-sucedidoO zoológico de Curitiba tem um dos maiores índices de reprodução de animais em cativeiro do país. Segundo o biólogo Luiz Roberto Francisco, são entre 60 e 65 nascimentos por ano, dos quais pelo menos 10 são exemplares de espécies ameaçadas de extinção.
Entre elas estão papagaios, araras, micos-leões-da-cara-dourada, lobos-guará e lontras. Em 1993, o zôo foi pioneiro no mundo na reprodução de lontras em cativeiro, com o nascimento de dois exemplares. Quatro anos depois, já nasceram cerca de 15 filhotes da espécie em Curitiba.
O desafio do momento é conseguir a reprodução de ariranhas, uma espécie de lontra gigante originária da América do Sul. O zôo tem duas fêmeas de ariranha e está à procura de um macho em outras instituições, para tentar a procriação.
Na mesma época do tamanduá-bandeira, nasceram no zôo três filhotes de Nilgai (antílope indiano) e um de cervo nobre (veado europeu). Os nilgais nasceram há cinco dias e se juntaram a um grupo de cerca de 15 exemplares da espécie. Curitiba já ‘‘exportou’’ nilgais para outros zoológicos. O filhote de cervo nobre, com cerca de 20 quilos, convive com três adultos da mesma espécie, também nascidos no zôo.
Essas duas espécies não estão ameaçadas, mas, segundo Francisco, ‘‘é importante dominar a metodologia de reprodução em cativeiro para o futuro’’.
O biólogo afirma que a reprodução em cativeiro é a única saída para a conservação de muitas espécies. ‘‘É ilusão querer reintroduzir na natureza animais ameaçados, como o tamanduá-bandeira. Seria assassinato’’, afirma.

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