Zonas norte e sul podem ter microusinas de leite
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terça-feira, 30 de setembro de 1997
Lucília Okamura Londrina 
Duas microusinas de pasteurização e empacotamento de leite deverão ser instaladas nas zonas norte e sul de Londrina. Pelo menos é o que pretendem os vereadores Antonio Ursi (PT) e Elza Correia (sem partido), autores de um projeto de lei que cria o programa de instalação das microusinas, aprovado em primeira discussão na sessão de segunda-feira da Câmara de Vereadores.
Um grupo de produtores rurais acompanhou a votação e aplaudiu quando a matéria foi aprovada. O projeto beneficiará criadores com produção igual ou inferior a 150 litros de leite por dia, com limite de 30 animais em lactação e com área até quatro módulos fiscais.
Antonio Ursi explica que, além de beneficiar os produtores, o projeto visa também assegurar a saúde da população, que corre riscos de contrair doenças como tuberculose e brucelose com o consumo de leite in natura.
Segundo Ursi, um trabalho realizado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 37 bairros constatou que 13,17% da população consome leite in natura. O vereador estima que são consumidos diariamente de 20 mil a 30 mil litros de leite desse tipo. Queremos colocar leite de boa qualidade à venda.
O projeto prevê que caberá à Prefeitura ceder o terreno para a instalação das microusinas, além de construir, fornecer e instalar os equipamentos necessários. O custo de cada uma está orçado em R$ 35 mil. O programa será gerido pela associação de micro e pequenos produtores de leite, com supervisão da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento e da Autarquia Municipal de Saúde.
Também foi aprovado na sessão de segunda-feira, em regime de urgência, projeto que autoriza o Executivo a contrair empréstimo de até R$ 25 milhões junto ao Banestado, através do Fundo Estadual de Desenvolvimento Urbano (FDU). Os recursos seriam utilizados para executar obras dentro do Programa Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Urbano (Paraná-Urbano).
Projeto semelhante já foi aprovado pela casa em julho deste ano e sancionado, mas o prefeito Antonio Belinati enviou outra matéria alegando que havia imperfeições e equívocos técnicos. Renato Araújo explica que o único item modificado foi o prazo de pagamento de 10 para 15 anos. A capacidade de endividamento da Prefeitura não suportava os 10 anos, relata.


