Zonas de infiltração para evitar enchentes
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sábado, 29 de outubro de 2011
Vítor Ogawa <br>Reportagem Local 
A população ficou assustada com as enchentes que assolaram Londrina no dia 15 de outubro. Para evitar que tragédias como essa se repitam é importante a cidade ter zonas de infiltração que possibilitem que a água seja melhor absorvida, como declara a coordenadora do curso de Gestão Ambiental da Unopar, Cláudia Cristina Ciappina Feijó.
''A cidade precisa que a água seja absorvida para que ela alimente os lençóis freáticos, que por sua vez alimentam os rios por baixo e não supercialmente como aconteceu naquele dia, com a água carregando tudo por onde passava. Por isso é importante que os bairros tenham praças, campos de futebol, jardins, quintais e pavimentos como paralelepípedos e pavers que possibilitem a infiltração da água'', explica a professora, uma das organizadoras do 2º Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, que será realizado em novembro, na Unopar.
Cláudia alerta que se nenhuma providência for tomada existe a possibilidade de a cidade passar a sofrer com enchentes em intervalos mais curtos. Indagada se o quadro no futuro poderia se assemelhar ao de São Paulo, ela afirma que o relevo de Londrina é privilegiado e não favorece que enchentes aconteçam, mas adverte que existem pontos na cidade que estão mais sujeitos a inundações. Se não forem tomadas providências contra a impermeabilização do solo e o assoreamento dos rios e lagos e para a manutenção de galerias pluviais aumentam as possibilidade para que o cenário fique cada vez mais crítico.
O secretário municipal de Obras, Bruno Morikawa, afirma que a responsabilidade daqueles que impermeabilizam seu quintal para facilitar a limpeza é determinante na diminuição das zonas de infiltração. ''O maior desafio é realizar a fiscalização de todos os lugares'', argumenta. Ele aconselha que as pessoas sejam conscientes e mais sensíveis ao problema e não apliquem concreto ou pisos nos quintais e jardins.
Lixo e galerias
O entupimento de galerias pluviais também preocupa a professora Cláudia Feijó. Ela observa que a enchente do dia 15 carregou muitos sacos de lixo porque eles não estavam suspensos em suportes adequados e também criticou o sistema de drenagem urbana de Londrina, que possui entradas de galerias pluviais inadequadas. ''Nós encontramos algumas que eram feitas de concreto e não havia possibilidade alguma de se fazer a limpeza'', observa, ressaltando a necessidade de se optar por modelos mais fáceis de se limpar e que sejam eficientes na retenção da sujeira.
Morikawa afirma que não há dúvida que as galerias pluviais, principalmente da Região Central, estão com a capacidade defasada. ''Essas galerias foram projetadas no tempo em que os pavimentos eram de paralelepípedos e as chuvas de hoje já não são mais como eram anos atrás'', afirma.
O secretário reconhece a necessidade de se realizar um estudo aprofundado e completo sobre o tema e diz que é preciso identificar quais os pontos de maior fluxo de água em dias de chuva para poder fazer a readequação.
Serviço - O 2º Congresso Brasileiro de Gestão será realizado de 6 a 9 de novembro, na Unopar (campus Piza). Inscrições e informações: http://www.ibeas.org.br/congresso2/inscricao.php


