Zona Verde de Maringá será terceirizada
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terça-feira, 21 de julho de 1998
Marcos Zanatta 
A Câmara de vereadores de Maringá aprovou com 14 votos a favor e quatro contrários, na sessão extraordinária de ontem, um projeto que permite ao Município terceirizar o sistema de estacionamento regulamentado na área central da cidade. Hoje, o serviço é feito por cerca de 170 estudantes menores, que trabalham para a Central Zona Verde. A intenção da prefeitura é permitir que a iniciativa privada instale parquímetros, controlando a rotatividade de veículos através de um sistema informatizado.
O projeto foi enviado pelo Executivo para a Câmara em maio, mas devido a pressões de vários setores da comunidade, acabou não entrando em votação. Estranhamente agora o projeto entra em regime de urgência, criticou ontem o advogado Alberto Abrão Vagner da Rocha, que faz parte do Comitê Maringaense de Defesa do Patrimônio Público, entidade que reúne sindicatos, associações e partidos políticos de Maringá. Ele explica que quando o projeto chegou à Câmara, o comitê se mobilizou para antes de entrar em votação, ser debatido com a comunidade.
Como o Legislativo está em recesso, a entidade acreditou que o projeto ficasse parado até agosto. O correto seria analisar junto com a comunidade um projeto que vai afetar diretamente todos os moradores da cidade e da região, diz Rocha. Ele lembra que não existe sistema similar no País, onde o estacionamento é controlado por parquímetros, e que a terceirização pode ter um custo social elevado, já que os menores que hoje trabalham no trânsito ficarão sem atividade.
A entidade defende ainda, segundo Rocha, a aplicação dos recursos gerados em multas, que agora serão repassadas ao Município, na melhoria do sistema de estacionamento regulamentado. A Procuradoria Juírdica do município alega que o sistema atual não garante a rotatividade das 3 mil vagas controladas.
O procurador Otávio Salvadori diz que a administração não tem como investir cerca de R$ 5 milhões para modernizar a Zona Verde. A saída, defende ele, é abrir para a iniciativa privada que pode informatizar o sistema e garantir a rotatividade. Parte dos menores que hoje trabalham no estacionamento regulamentado serão aproveitados em outros trabalhos sociais do município.


