Zona Oeste deve ganhar escola estadual
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Camilla Rigi<BR>Reportagem Local 
Representantes do Núcleo Regional de Educação (NRE) e da Secretária Municipal de Educação devem visitar, em 15 dias, a Zona Oeste de Londrina para identificar possíveis terrenos para a edificação de uma escola estadual. A decisão foi tomada ontem após um reunião, no núcleo, entre lideranças dos bairros Parque Universidade, Jardim Colúmbia e Jardim Sabará II e III.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Parque Universidade, Donizete Pereira dos Santos, a região cresceu muito e há somente uma escola no Jardim Panissa para atender os alunos, a Escola Estadual Dr. Olavo Garcia Ferreira. ''A distância varia de cinco a 14 quilômetros, dependendo de onde o aluno mora. Além disso, tem muito estudante que vai a pé até o centro'', contou. Segundo o presidente do Jardim Sabará II e III, Ailton Rabelo dos Santos, a maioria das crianças da região tem que estudar em Cambé (13 km a oeste de Londrina).
A principal reivindicação da comunidade é que o NRE faça um levantamento dos estudantes da área e da necessidade de um colégio estadual e encaminhe para o governo. Segundo Santos, há dois anos alguns moradores já teriam feito o pedido mas nada ficou resolvido. ''Se não tivermos um resposta nós faremos um protesto.''
O chefe do NRE, Rony dos Santos Alves, lembra que há pouco tempo fez consultas e disse que não encontrou nenhum registro de pedido daquela região. ''Eu só posso responder pela minha administração'', explicou aos moradores. Alves está no cargo desde janeiro de 2003, data posterior à primeira visita dos moradores. Ele contou que no ano passado já visitou a região e constatou a necessidade da obra.
A secretária municipal de Educação, Carmen Bacaro Sposti, também esteve na reunião e se prontificou a levantar as áreas que poderiam ser doadas pela prefeitura para a obra. A prefeitura já mantem uma creche e uma escola de 1 à 4 série na região. ''A escola estadual tem que ser num ponto estratégico para atender a vários bairros''.
Após a reunião ficou definido que o núcleo elaboraria um documento para encaminhar ao Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar). ''Se for necessário podemos pedir em caráter de urgência'', explicou Alves, uma vez que o cronograma de 2005 do Fundepar já está definido. O chefe do NRE acredita que em 50 dias já tenha uma resposta. Ele marcou para a primeira semana de março uma visita a Zona Oeste para estudar os terrenos.


