Zona norte se une contra violência
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Luciano Augusto 
A terça-feira, dia 8 de janeiro, pode ter marcado o início de uma nova realidade para a região norte de Londrina. Nesse dia à noite, a comunidade se reuniu por cerca de quatro horas com autoridades municipais, entre elas o prefeito Nedson Micheleti (PT), cobrou e sugeriu atitudes para coibir o aumento da criminalidade na região.
No encontro, na Escola Estadual Olympia Tormenta, foram listadas mais de 30 propostas. A principal, e que servirá de ponto de partida para a implementação das demais, foi a criação de uma comissão operativa formada por três vereadores, um membro de cada uma das polícias militar, civil e federal , dois representantes do Poder Municipal, dois representantes de escolas, dois de grupos de jovens, dois do setor comunitário e dois membros de entidades religiosas.
De acordo com o vereador André Vargas (PT), as urgências são: incrementar o policiamento, rearticular o conselho municipal de entorpecentes e integrar ações para as crianças e adolescentes nas áreas de esporte, cultura e lazer.
Os mais de 300 presentes não pouparam ninguém e a Polícia Militar foi uma das instituições mais criticadas. Fora da farda, tem policiais participando de rodadas de cervejas com bandidos, afirmou uma comerciante que mora há 22 anos na região dos Cinco Conjuntos. Morar na região, segundo ela, já está se tornando motivo de piada. Quando precisam fazer entregas aqui, eles dizem que só trazem até o bairro vizinho e a gente tem que ir lá buscar.
A vice-presidente da associação de pais do Colégio Estadual Ubedulia C. de Oliveira, Ione Siqueira da Silva, ressaltou que a maioria dos PMs trabalham e dão assistência, mas muitos não importam nem mesmo quando são acionados pelo 190. Há alguns meses teve uma briga na escola, ligamos três vezes e eles disseram que não iriam atender porque não tinha morrido ninguém, precisou. Para ela, a extinção da patrulha escolar foi um erro do Governo do Estado. Ione contou que há alguns meses ela teve que levar a filha no posto de saúde do Conjunto Maria Cecília e viu quando um garoto passou um papelote para uma outra pessoa, dentro do posto. Hoje não existe mais boca. Droga é vendida em qualquer lugar, completou.


