Dorico da SilvaReclamaçãoLideranças comunitárias do Aquiles: ‘Posto de 160 metros quadrados não atende demanda da região’Representantes dos moradores do conjunto Aquiles Stenghel e do jardim Catuaí, na zona norte, tiveram uma audiência ontem de manhã com o prefeito Antonio Belinati. Foram cobrar a construção de um posto de saúde na praça do Aquiles Stenghel que, segundo informam, vai poder atender a população daquela região, estimada em 20 mil pessoas. O posto de saúde existente no bairro, dizem os líderes comunitários, ficou pequeno para atender à demanda. A ampliação do prédio, anexo ao centro comercial, também foi descartada por técnicos da Prefeitura, no ano passado.
Segundo a presidente da Associação de Moradores do Conjunto Aquiles Stenghel, Maria Giselda de Lima, o prefeito Belinati disse que vai a Brasília nesta semana atrás de recursos para o município e, caso sejam liberados, a construção do posto de saúde estará garantida. ‘‘Ele chegou a pedir ao superintendente da Autarquia do Serviço Municipal da Saúde, Agajan Der Bedrossian, a inclusão desse projeto na relação que será levada a Brasília’’, disse.
Giselda de Lima informa que os moradores vão dar um prazo de 15 dias para obter uma resposta da Prefeitura. Devem ainda participar da reunião do Conselho Municipal de Saúde para manifestar posição contrária à aprovação de recursos para a execução do PAI (Pronto-Atendimento Infantil). ‘‘Queremos primeiro os postos.’’
Segundo Maria Giselda de Lima, a obra foi aprovada no orçamento participativo de 95, com previsão para 96. O terreno destinado para a obra é uma parte da praça - tomada pelo mato - ao lado do posto atual. Diariamente, cerca de 300 pessoas procuram atendimento no posto, que hoje tem oito pequenas salas distribuídas em 160 metros quadrados. A proposta feita no final do ano passado prevê um prédio de 350 metros quadrados com mais de 20 salas.
O posto do Aquiles foi construído em 86 e ampliado em 90. No ano passado, os banheiros que ficavam ao lado da sala de curativos foram refeitos no lado de fora, por interferência da Vigilância Sanitária.
A Folha tentou ouvir ontem o presidente da Autarquia do Serviço Municipal da Saúde, Agajan Der Bedrossian, que não foi localizado. Segundo as secretárias, pela manhã ele havia saído para dar uma aula inaugural e não retornou ao gabinete. À tarde, ele estava em reunião. A Prefeitura, conforme informação dada por Bedrossian, já noticiada pela Folha, não teria verbas para concluir obras de postos de saúde que já foram iniciadas. Segundo ele, 14 postos de saúde estão em obras no Município. A administração passada diz que as verbas existem.

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